sexta-feira, 18 de março de 2016

Aluna brasileira cria isopor a partir de cana-de-açúcar

Link para texto completo: http://www.sonoticiaboa.com.br/2016/02/18/aluna-brasileira-cria-isopor-a-partir-de-cana-de-acucar/

Trecho: A ideia veio depois que Sayuri Minamoto Magnabosco, de 17 anos, viu a mãe chegar do mercado com produtos embalados com isopor, material que contribui com o acúmulo de resíduos nos lixões e aterros, e que demora de 100 a 300 anos para se decompor.
A estudante do ensino médio de Curitiba, Paraná, pensou em uma solução: por que não produzir bandejas a partir do bagaço da cana-de-açúcar?
A ideia veio depois que Sayuri Minamoto Magnabosco, de 17 anos, viu a mãe chegar do mercado com produtos embalados com isopor, material que contribui com o acúmulo de resíduos nos lixões e aterros, e que demora de 100 a 300 anos para se decompor.
A estudante do ensino médio de Curitiba, Paraná, pensou em uma solução: por que não produzir bandejas a partir do bagaço da cana-de-açúcar?
O talento da jovem e ajuda da mãe e dos professores fizeram com que a bandeja biodegradável saísse do papel.
Um ano depois, tem até pedido de patente e uma quantia invejável de prêmios para a garota cientista.

Como: A ideia é simples, da maneira como deve ser um projeto científico no ensino médio, defende o professor Cornélio Schwambach, orientador de Sayuri.
A cana ela conseguiu com um vendedor de caldo, perto de casa. Bateu no liquidificador de casa e misturou àquela cola branca caseira, que os mais antigos conhecem bem: farinha de trigo e água, fervidos no fogão.
A parte difícil foi secar no sol. É que o clima de Curitiba não ajudou muito (“alguns eu deixei para secar no forno”).
Outra dificuldade: encontrar uma “solução básica” para misturar ao bagaço para impedir a fermentação.
Esta é uma etapa importante, porque a bandeja não podia ser tão biodegradável a ponto de estragar, enquanto o alimento ainda está próprio para consumo.
“Pesquisei nos produtos de limpeza, vi o que era utilizado, e encontrei uma substância que não teria nenhum efeito tóxico sobre o bagaço”, explicou.
Mas como conseguiu escolher um produto químico desses? Sayuri conta que foi com a ajuda da mãe, que é farmacêutica e “conhece bastante de substâncias”.
Marina, a mãe, nega: “Que nada, ela fez tudo sozinho, é superautodidata”.


Iniciação científica:
O Colégio Bom Jesus criou em 2011 o programa de Iniciação Científica (IC) para o ensino médio. É uma forma de canalizar a criatividade dos adolescentes em prol da ciência.
Sayuri é da segunda geração de orientados. Sua coleção de medalhas inclui passagens pelas feiras de ciências da Usina de Itaipu, da Universidade de São Paulo (USP) – a maior do país–e da chamada Olimpíada dos Gênios, realizada em Nova York.

Nenhum comentário:

Postar um comentário