segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Monoetilenoglicol e Dietilenoglicol encontrados na Cerveja Belorizontina

Mais uma substância tóxica foi encontrada na cerveja Belorizontina, da Backer, que é investigada pela contaminação na bebida e possível relação com a doença neufroneural que fez vítimas em Minas Gerais. 
Segundo divulgado pela Polícia Civil, foi encontrado o monoetilenoglicol ou etilenoglicol, como é conhecido, em amostras de cerveja recolhida na casa dos pacientes que estão internados. Foi encontrado mais dietilenoglicol do que monodietilenogicol. 
"A empresa trabalha com monoetilenoglicol, inclusive tem notas fiscais neste sentido. Foi encontrada a substância em  tanque de refrigeração e em um galão", afirma o delegado Wagner Pinto. 
Dietilenoglicol, uma outra substância também muito tóxica aos seres humanos, já tinha sido encontrada na Belorizontina e foi encontrada também no sangue de quatro pacientes internados. 
As duas substâncias são bem semelhantes. "O etilenoglicol (ou monoetilenoglicol) apresenta só dois grupos hidroxila e dois carbonos (HOCH2CH2OH), enquanto que o dietilenoglicol apresenta um grupo oxigenado éter a mais no centro da molécula e dois grupos hidroxila nas extremidades (HOCH2CH2OCH2CH2OH)", explica o professor Claudio Luis Donicci, do Departamento de Química da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 

Entenda:

O que é o monoetilenoglicol ou etilenoglicol?
Substância usada principalmente como anticongelante. É incolor e tem gosto adocicado. Bem semelhante ao dietilenoglicol, porém com sutir diferenças. 

É usado no processo de produção da cerveja?
Não é natural que o monoetilenoglicol seja utilizado no processo de produção da cerveja. Ele não deve  ser colocado em produtos para consumo. A substância também é tóxica para o organismo com dose letal oral de 786 miligramas por quilo. Já para o dietilenoglicol a dose letal é de 0,014 mg a 0,170 miligrama por quilo, ou seja, esse segundo é muito mais letal que o monoetilenoglicol. 

Quais efeitos ele pode causar no corpo se for ingerido?
Ataca o sistema nervoso central e o sistema renal. A presidente da Sociedade Mineira de Nefrologia e professora da UFMG, Lílian Pires de Freitas explica que as diferenças da intoxicação de uma para a outra são bem sutis.
"Por dietilenoglicol o paciente tem sintomas neurológicos mais acentuados, já por etilenoglicol é possível perceber, por meio de biópsia, alterações renais, alguns cristais, que são específicas da contaminação por essa substância, mas basicamente os sintomas são bem parecidos", informou a professora. 
Quais as semelhanças entre o Dietilenoglicol e o Etilenoglicol?
Os dois têm um sabor adocicado e causam os mesmos sintomas no corpo, atacando o sistema nervoso e o sistema renal. 

domingo, 19 de janeiro de 2020

Vírus de origem chinesa pode ter infectado mais de mil de pessoas

O número de pessoas infectadas por um vírus que já matou duas pessoas na China ultrapassa, provavelmente, mil casos e é muito superior àquele informado pelas autoridades locais, segundo investigadores britânicos.
As autoridades chinesas disseram que o surto de pneumonia viral afetou pelo menos 41 pessoas e que o foco da epidemia está em Wuhan, uma cidade de 11 milhões de pessoas no centro da China.
Contudo, em artigo publicado por cientistas de um centro de pesquisa do Colégio Imperial de Ciência, Tecnologia e Medicina de Londres aponta que o número de pessoas infectadas na cidade chinesa e, provavelmente, muito superior.
Investigadores do Centro de Análise Global de Doenças Infeciosas, que aconselha instituições como a Organização Mundial de Saúde (OMS), estimam que "um total de 1.723 casos" em Wuhan apresentavam sintomas da doença desde 12 de janeiro.
Os cientistas usaram o número de casos detectados até agora fora da China - dois na Tailândia e um no Japão - para estimar o número de pessoas que provavelmente estão infetadas em Wuhan, com base em dados de voos internacionais que partem do aeroporto daquela cidade.
"Para Wuhan exportar três casos para outros países, deve haver muito mais casos do que o anunciado", disse o professor Neil Ferguson, um dos autores, à emissora pública britânica BBC.
"Estou muito mais preocupado do que estava há uma semana", acrescentou.
Em Hong Kong e em Macau, as autoridades intensificaram as medidas de detecção, que inclui um rigoroso controle de temperatura para viajantes e turistas. No antigo território administrado por Portugal, estas ações também ocorrem na entrada dos casinos, já que Macau recebe em média mais de três milhões de visitantes por mês.
Os Estados Unidos já anunciaram que vão começar a filtrar voos diretos de Wuhan para os aeroportos de São Francisco e Nova York, assim como em Los Angeles, onde há muitas conexões internacionais.
As autoridades internacionais de saúde já admitem que possa ter havido um caso de contágio entre pessoas no surto de pneumonia viral na China, mas afirmam que "não há uma indicação clara e sustentada de transmissão" entre humanos.
O Centro Europeu de Controle de Doenças afirmou também que é "impossível quantificar o potencial de transmissão entre humanos" deste novo vírus detectado na China.
São poucos os casos sem conexão direta com um mercado de marisco em Wuhan, mas as autoridades ainda desconhecem a fonte de infecção ou o modo de transmissão.
Esta semana, em Portugal, a Direção-Geral da Saúde garantiu que o surto de pneumonia viral na China já estaria contido, indicando que uma eventual propagação "não é uma hipótese neste momento a ser equacionada".
"Não temos que estar alarmados, é preciso é estarmos atentos", afirmou na quarta-feira a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, aos jornalistas, sublinhando que o coronavírus detetado na China não será transmissível de pessoa a pessoa.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

ORIENTAÇÕES ERRADAS: IMPRESSIONANTE A IGNORÂNCIA (ou será má-fé?).

É impressionante como grandes cursinhos e até grandes jornais cometem o erro absurdo de sugerir que temas desses últimos dias (ou do último ano) possam estar presentes em peso na prova do ENEM. É desconhecer que as questões são elaboradas em um ano, pré-testadas em outro (com alunos do Segundo Ano do Ensino Médio e calouros das universidades) e então PODEM ser aplicadas dois anos depois (para não favorecer os alunos que participaram do pré-teste). 
A lógica é essa e se consolidou depois da fraude envolvendo o Colégio Christus, de Fortaleza (quando a prova de pré-teste foi xerocada e utilizada em um simulado... 14 questões caíram na prova).
Tire a prova do que estamos falando e verifique as provas dos últimos ENEMs. Observe que as referências bibliográficas citadas nas questões geralmente são anteriores a 3 anos!!! 
Óbvio que sempre há a possibilidade de haver uma questão pré-testada no acervo ou banco de questões sobre impactos ambientais de mineradoras e esta questão "associar-se" ao Caso de Brumadinho, por exemplo, ou a necessidade de acordo entre Mercosul/União Europeia ou aproximação EUA/Coreia do Norte. Mas do jeito como a coisa é exposta, e no momento que é colocada (veja AQUI um texto de 2 de julho de 2019 com este grave defeito), parece que se o aluno começar a assistir noticiário hoje (em que a prova já está pronta!) ele vai se dar bem com o "temas quentes" que vai ver a partir desta data! Lamentável esse desserviço.
Para criar um repositório de temas prováveis (especialmente de Ciências da Natureza) é que existe este blog, uma coletânea de notícias ano após ano... notícias que poderão aparecer nas provas do ENEM pois inspiraram elaboração de questões no prazo acima considerado.
Melhor sugerir que os estudantes comecem a se interessar por noticiários no oitavo ou nono anos do Ensino Fundamental e, a partir daí, construírem suas posições e considerações a respeito dos temas que surgem ano a ano no noticiário.

Ramon Lamar de Oliveira Junior
www.nucleopv.blogspot.com

Governo deverá promover feiras de ciência nas escolas todos os anos

O governo federal deverá promover todos os anos, em parceria com os governos estaduais, feiras de ciência e tecnologia envolvendo as escolas públicas de ensino médio e fundamental. É o que determina relatório do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) ao PLS 360/2017, aprovado nesta terça-feira (2) na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). A análise do projeto já pode seguir para a Câmara dos Deputados, a menos que haja recurso pedindo análise no Plenário do Senado.
O projeto original, da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), propunha a promoção das feiras de ciências no ensino médio. O relator, porém, alterou o texto para estender o incentivo também ao ensino fundamental.
— É preciso dinamizar o ensino de ciências no Brasil e aproveitar os espaços didático-pedagógicos para desenvolver nos estudantes não somente o gosto pelo método científico, mas também competências fundamentais para o trabalho, ligadas à inovação e ao senso crítico. E as feiras de ciência e tecnologia são instrumentos preciosos, pois atuam em duas frentes: ao mesmo tempo em que contribuem para a formação dos estudantes, também oferecem espaço para a disseminação da produção de iniciação à educação científica, promovendo pesquisa e inovação — afirmou o senador na leitura de seu relatório na comissão, em 4 de junho.
Alessandro ainda mencionou que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) já lança editais visando conceder recursos para a realização de feiras científicas, tanto em nível médio como fundamental.

Fenômeno nos EUA
A autora do projeto lembrou que as feiras educacionais de ciência e tecnologia são um fenômeno de grande popularidade nos Estados Unidos.
“Nos EUA, a Intel ISEF (International Science and Engineering Fair), mostra de trabalhos científicos do ensino médio, ocorre desde 1950. O evento tem o objetivo de incentivar a pesquisa científica entre estudantes pré-universitários. Todos os anos, milhares de estudantes dos 50 estados americanos e de outros 75 países têm a oportunidade de expor trabalhos científicos e concorrer a US$ 4 milhões em prêmios. Já no Brasil, infelizmente, as feiras científicas e tecnológicas ainda constituem um fenômeno pouco comum no cotidiano escolar”, lamentou Maria do Carmo na justificativa da proposta.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

sábado, 29 de junho de 2019

Ranking aponta que Brasil usa menos agrotóxico que a Europa

Resumo: Classificação da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), coloca o Brasil como o 44º maior usuário global de agrotóxicos, atrás de países da Europa, como Bélgica, Itália, Irlanda, Portugal e Suíça. Os dados do serviço estatístico da FAO, divulgados pelo Ministério da Agricultura, apontam uma aplicação média de 4,31 quilos por hectare em 2016, ano usado como referência.
O ranking reúne informações de 245 países com base em dados coletados desde 1961. Atrás do Brasil, estão Alemanha, França e Espanha. Considerando o critério de consumo pela produção, o Brasil está em 58º lugar, com um índice de 0,28 quilo por tonelada de produtos agrícolas. De acordo com o Ministério da Agricultura, nessa classificação, o Brasil aparece à frente de países como Portugal, Itália, Eslovênia, Espanha e França.
“O consumo de defensivos no Brasil é influenciado pela ocorrência de duas ou três safras ao ano (cultivos de inverno e safrinha). Por causa disso, aqui é preciso usar defensivos para o controle de pragas mesmo em safras de inverno e na safrinha, pois não há quebra do ciclo de reprodução, em função das condições tropicais da agricultura brasileira, enquanto que em regiões de clima temperado as pragas são inativadas nos períodos de frio”, diz a nota do Ministério.

Link para texto completo: 

sábado, 22 de junho de 2019

Projeto simula clima da Amazônia em 2100 e futuro de peixes, plantas e insetos

Resumo: Peixes que precisam comer mais para manter sua taxa de crescimento e outros que correm risco de extinção, mosquitos que se reproduzem mais rapidamente e plantas que capturam menos dióxido de carbono (CO2).
Esses são alguns dos resultados do projeto Adaptações da Biota Aquática da Amazônia (Adapta), do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), que criou microcosmos em quatro salas com 25 metros cúbicos simulando as condições climáticas do ano de 2100 seguindo as previsões do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) para temperatura, concentração de CO2 e umidade relativa do ar.
Essas previsões do IPCC antecipam um aumento nas temperaturas de 1,5°C a 7°C em algumas regiões amazônicas durante o século 21.
São mudanças que podem interromper os padrões atuais de distribuição de organismos, como peixes, mosquitos e plantas. Foi para tentar prever como isso poderá ocorrer com algumas espécies que foram criados os microcosmos do projeto Adapta.
A primeira sala serve de controle e reproduz o clima atual da Floresta Amazônica. "A segunda simula o ambiente brando do IPCC, com uma concentração de 250 partes por milhão (ppm) de CO2 mais alta que a de hoje e 1ºC mais quente", explica o pesquisador Alberto Luís Val, do Inpa, coordenador do projeto.
"Na sala 3 (intermediária) há mais CO2 e mais 2,5°C de temperatura. Por fim, na quarta, o ambiente é drástico, com 850 ppm de dióxido de carbono acima dos níveis atuais e de 4°C a 4,5°C mais quente. Em todas, a umidade relativa do ar é mantida entre 80% e 90%."
Nas simulações, esses dados (temperatura, CO2 e umidade) são coletados em tempo real por sensores em uma torre instalada em uma reserva florestal próxima ao Inpa, em Manaus. Eles são enviados, a cada dois minutos, para os computadores do instituto, que acionam máquinas em cada microcosmo para simular as condições climáticas previstas para 2100.
Nas salas, existem aquários com peixes, gaiolas com mosquitos transmissores de doenças, como malária e dengue, por exemplo, e plantas que permanecem no ambiente por períodos variáveis, podendo chegar a seis meses, dependendo do experimento.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Cientistas dizem que uso de celular pode criar protuberância no crânio

Uma pesquisa de uma dupla de cientistas australianos aponta que jovens que ficam muito tempo com a cabeça dobrada para baixo, em uma posição comum para olhar a tela do celular, podem desenvolver uma protuberância na parte de trás do crânio.  O crescimento é comparável a um calo, e fica na parte de trás, na junção entre o crânio e o pescoço.
Os pesquisadores são David Shahar e Mark Sayers, da Universidade de Sunshine Coast, em Queensland, na Austrália. Na mídia da Austrália, a pesquisa tem sido noticiada como o desenvolvimento de um chifre na parte de trás do crânio desenvolvido por causa do celular.
Shahar e Sayers afirmam que a prevalência dessa protuberância em jovens adultos aponta para uma mudança na postura das pessoas que foi causada pelo uso de tecnologia.
Smartphones e outros aparelho estão contorcendo a forma humana, de acordo com eles, porque os usuários precisam curvar a cabeça para a frente.
Os cientistas disseram que a descoberta marca a primeira documentação física de adaptação à presença de tecnologia no cotidiano.

Reportagem contesta anúncio de descoberta
A conclusão da pesquisa foi contestada em um texto do “New York Times”. Um dos autores é profissional de quiropraxia, e o outro, professor de biomecânica.Especialistas consultados pelo jornal apontam algumas questões sobre o estudo: ele usa raios-x antigos, não tem um grupo de controle e não provou causa e efeito e, além disso, tem como base pacientes que já tinham problemas (e, por isso, procuraram um profissional de quiropraxia).
Ficar com a cabeça dobrada pode, em teoria, formar uma saliência, de acordo com um pesquisador entrevistado pelo “New York Times”.

A mãe que perdeu 2 filhos para o sarampo por acreditar em 'fake news' sobre vacinas

Resumo: As Filipinas vivem um surto de sarampo. Mais de 35 mil pessoas foram infectadas e quase 500 morreram desde o começo do ano.
Arlyn B. Calos perdeu dois filhos por causa da doença, no intervalo de uma semana, no ano passado. Ela conta que não vacinou as crianças porque havia lido notícias falsas dizendo que a vacina fazia muito mal. "Sinto raiva, porque eu não deveria ter dado ouvidos à TV e ao Facebook." "Deveria ter protegido meus filhos, assim eles não teriam pegado sarampo", desabafa.
Há uma vacina segura e efetiva disponível. Mas controvérsias a respeito de uma nova vacina contra a dengue, chamada Dengvaxia, espalharam informações incorretas e sensacionalistas. "Nas notícias e até no Facebook diziam que muitas crianças morreram. Por isso, eu tinha medo de vaciná-los." Embora haja investigações em curso sobre a Dengxavia, não foi comprovada a relação entre a vacina e mortes de crianças.

domingo, 16 de junho de 2019

O que é antimatéria e por que é o material mais caro do mundo?

Link para texto completo: https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2019/06/16/o-que-e-antimateria-e-por-que-e-o-material-mais-caro-do-mundo.htm

Resumo: O primeiro passo para entender a antimatéria é saber que nós e tudo que nos rodeia (plantas, estrelas, planetas e os nossos órgãos, por exemplo) é constituído por matéria. A astrônoma Angela Cristina Krabbe, professora da Universidade do Vale do Paraíba, explica que a matéria é formada por átomos, que, por sua vez, são compostos de elétrons (de carga negativa), prótons (positiva) e nêutrons (neutra). 
Isso era o que os cientistas acreditavam até 1928, quando o físico britânico Paul Dirac demonstrou a existência de algo oposto à matéria: a antimatéria. A descoberta foi tão significativa que Dirac acabou levando o Nobel de Física por isso. Isso significa que "toda partícula tem uma espécie de gêmea correspondente na natureza", explica Eduardo Sato, doutorando no Instituto de Física da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Nesse sentido, os "gêmeos" dos elétrons são os anti-elétrons, partículas que se comportam de forma parecida e têm carga oposta. Eles são chamados de pósitrons e, mesmo que a gente não veja, já topamos com algum deles por aí. Quer um exemplo? Uma banana emite, em média, um pósitron a cada 75 minutos, diz Sato. Rapidamente, ele encontra um elétron, o que leva à aniquilação dos dois. 

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Cura da AIDS por transplante de medula óssea

Resumo: Uma doença quase 100% fatal. Assim era a Aids, quando a epidemia surgiu, no começo dos anos 80. Um diagnóstico positivo para o vírus HIV era quase uma sentença de morte. Agora, quase 40 anos depois, as notícias são bem melhores.
Nesta semana (março de 2019), numa das revistas científicas mais importantes do mundo e num congresso em Seattle, nos Estados Unidos, foi anunciada a cura de um paciente com o HIV. É apenas a segunda vez na história em que um paciente fica livre do HIV. A primeira foi há 12 anos.
No caso anunciado esta semana, o câncer hematológico, ou seja, câncer do sangue, era um linfoma, num paciente que também tinha o HIV. O que se fez foi um transplante de medula óssea - para curar o linfoma e que acabou curando a Aids também. No transplante, os médicos primeiro retiram a medula óssea de um doador. Depois, num procedimento muito agressivo, destroem o sistema imune do receptor.

Outros links sobre o tema:


terça-feira, 14 de maio de 2019

Minifígado e mini-intestino poderão reduzir testes em animais


Resumo: Os camundongos podem começar a comemorar, porque cientistas brasileiros conseguiram testar os efeitos de uma droga em um miniorganismo que reproduz o funcionamento de órgãos humanos. A longo prazo, isso pode levar à redução nos testes com animais.
O dispositivo possui um mini-intestino e um minifígado e simula suas interações. Também há uma espécie de circulação sanguínea, com parâmetros semelhantes à do corpo humano, como o controle de oxigenação e temperatura. 
"Construímos o sistema em forma de esferas e deixamos as células livres para se auto-organizarem", diz Talita Marin, cientista do Cnpem (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais) responsável pela pesquisa. Os órgãos são chamados de organoides, basicamente um tecido humano tridimensional que exerce a função principal de um determinado órgão. 

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Mais de 1 milhão de espécies estão em risco de extinção, diz ONU

Link para texto completo: www1.folha.uol.com.br/ambiente/2019/05/extincao-acelera-e-1-milhao-de-especies-estao-ameacadas-diz-onu.shtml

Resumo: Os seres humanos estão alterando as paisagens naturais da Terra de forma tão dramática que agora há pelo menos 1 milhão de espécies de animais e plantas em risco de extinção, o que representa grave ameaça a ecossistemas de que povos de todo o mundo dependem para sua sobrevivência, de acordo com um novo e abrangente panorama publicado pelas Nações Unidas. 
O relatório de 1.500 mil páginas, compilado por importantes especialistas internacionais e baseado em milhares de estudos científicos, representa a observação mais abrangente até o momento quanto ao declínio da biodiversidade em todo o planeta e o risco que isso acarreta para a civilização humana. 
Um sumário das constatações, aprovadas por representantes dos Estados Unidos e 131 outros países, foi divulgado na segunda-feira em Paris. O relatório completo deve ser lançado neste ano. 
As conclusões são sombrias. Na maior parte dos habitats terrestres, das savanas da África às florestas tropicais da América do Sul, a abundância média de vida animal e vegetal caiu em 20% ou mais nos últimos cem anos. Com a população humana ultrapassando os sete bilhões, atividades como a agricultura, exploração madeireira, caça clandestina, pesca e mineração estão alterando o mundo natural "em ritmo sem precedentes na história humana". 
Ao mesmo tempo, uma nova ameaça está emergindo. O aquecimento global se se tornou grande propulsor do declínio na vida natural, constatou a avaliação, ao mudar os climas naturais nos quais muitos mamíferos, aves, insetos, peixes e plantas evoluíram e aprenderam a sobreviver. 

terça-feira, 16 de abril de 2019

Entenda como foi feita a primeira imagem de um buraco negro

Resumo: Duzentos e sete pesquisadores ao redor do mundo trabalharam no projeto. Brasileira de 28 anos desenvolveu simulações do que poderia ser a imagem final.

Link para a matéria e vídeo do site do FANTÁSTICO: 

Outros links sobre o assunto:

Primeira foto de um buraco negro é revelada nesta quarta-feira.

1ª foto de buraco negro confirma teoria da relatividade.

terça-feira, 9 de abril de 2019

Baleia é encontrada morta com feto e 22 quilos de lixo no estômago na Itália

Link para texto completo:  https://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/2019-04-08/baleia-e-encontrada-morta-com-feto-e-22-quilos-de-lixo-no-estomago-na-italia.html

Resumo: Biólogos italianos estão intrigados depois de que uma baleia foi encontrada morta em uma praia de Sardenha, no litoral da Itália, na última semana. Na análise do corpo do animal foi encontrado um feto em estado de decomposição e cerca de 22 quilos de lixo dentro do estômago.
O caso está sendo acompanhado pela SeaMe, uma organização sem fins lucrativos que trabalha apenas na preservação e atenção às espécies da vida marinha. Biólogos da ONG foram deslocados até Sardenha para fazer registros da baleia após relatos de frequentadores da praia.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Carbono visto em ligação com seis outros átomos pela primeira vez

Link para matéria completa: http://socientifica.com.br/2017/01/carbono-visto-em-ligacao-com-seis-outros-atomos-pela-primeira-vez/?fbclid=IwAR1OHkjsx-lLQWXs8fS0J6V2ImvsM2L0rNxiXQEA4BmQnTZrlayo3EgVUs0

Resumo: Os químicos sempre estão fascinados em encontrar exceções a regras clássicas como a tetravalência do carbono. Uma molécula de carbono em forma de pirâmide que contradiz uma das lições básicas de química que aprendemos na escola foi estudada pela primeira vez. Ela contém um átomo de carbono que se liga a seis outros átomos em vez dos quatro que nos foi dito para os quais o carbono está limitado.
O cátion hexametilbenzeno, preparado pela primeira vez em 1973, era forte candidato a possuir um átomo de carbono hexacoordenado, com o anel não planar como no caso do benzeno. Pela primeira vez cientistas verificaram uma estrutura cristalina indiscutível contendo o dicátion (carga +2) do hexametilbenzeno, confirmando que essa espécie possui uma estrutura não-clássica, com um átomo de carbono fazendo seis ligações.
Tipicamente, este composto se assemelha a um timão, consistindo de seis átomos de carbono dispostos em um anel hexagonal, com braços de átomo de carbono extra projetando-se da borda externa do anel. Em um experimento em 1973, químicos alemães retiraram dois dos elétrons do composto, e esse experimento sugeriu, então, que a versão carregada positivamente entrou em colapso sobre si mesma e deu forma a uma pirâmide. “Nesta disposição, há seis elétrons disponíveis para conectar o topo da pirâmide para os cinco carbonos no resto do anel e o braço extra”, Malischewski diz. Mas ninguém havia verificou a forma da molécula, até agora.
O pentagrama piramidal do dicátion hexametilbenzeno tem um arranjo incomum, instável, que existe somente em baixas temperaturas dentro de líquidos extremamente ácidos. Assim, Malischewski passou seis meses mexendo com um ácido potente para produzir o composto e obter alguns miligramas de cristais que poderiam então ser vistos usando raios-X. Foi aí que padrão de difração de raios X mostrou a inconfundível forma piramidal de cinco lados.

sábado, 22 de dezembro de 2018

Rio: 20 mil toneladas de peixes mortos são retiradas da Lagoa Rodrigo de Freitas

Link para o texto completo: https://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/2018-12-21/lagoa-rodrigo-de-freitas-peixes-mortos-sao-retirados.html

Resumo: A grande quantidade de peixes mortos boiando chamou a atenção de quem estava passando pelo local. Para tentar melhorar a qualidade da água, a Prefeitura do Rio, que está monitorado a situação, abriu as comportas d’água da Lagoa Rodrigo de Freitas .
De acordo com o biólogo Mario Moscatelli, que estuda as lagoas do Rio, as mortes dos peixes podem ter sido causadas por um conjunto de fatores, mas o forte calor na cidade foi um importante contribuinte para a tragédia ambiental .
Moscatelli relatou que os peixes mortos na lagoa pareciam que estavam em “banho-maria”. “A água estava quente, extremamente quente, e água quente não é muito bom, porque ela reduz a concentração de oxigênio”, explicou. Além disso, o lançamento de esgoto no rio e o assoreamento do canal do Jardim de Alah impede que aconteça a troca de água.
Segundo o último boletim de gestão ambiental da Lagoa Rodrigo de Freitas , o nível de oxigênio no local é crítico, chegando a quase zero.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

No Brasil, áreas com mais picadas de cobra têm acesso difícil a soro


Trecho: O antídoto para veneno de cobras produzido no Brasil, distribuído por órgãos do Ministério da Saúde, é líquido e precisa ser preservado em baixas temperaturas. Em todas as áreas onde não há energia elétrica para manter um refrigerador, o soro antiofídico não está disponível. 
E esse é o caso da maioria das comunidades amazônicas, onde ocorrem 35% de todos os chamados acidentes ofídicos, as picadas de cobra. Outros países da região, como Colômbia, México e Costa Rica, produzem soro em pó, que o Brasil não importa. 
O problema não acomete só índios e nem é exclusividade brasileira. No ano passado, a Organização Mundial de Saúde declarou as picadas de cobra doença tropical negligenciada, definição para problemas sanitários que poderiam ser resolvidos, mas que não recebem a atenção devida.
A resolução da OMS, ratificada pela Assembleia Mundial de Saúde no último dia 24 de maio, em Genebra (Suíça), teve apoio do governo brasileiro que, no entanto, é acusado internamente de negligenciar o tratamento do problema. 
As estatísticas oficiais apontam que, a cada ano, 30 mil brasileiros são vítimas de picadas de cobra, 10,5 mil na Amazônia. Das vítimas, cerca de 2 mil têm reações graves e 300 morrem. A pequena proporção de óbitos esconde um elevado número de amputações e paralisias provocadas pelo envenenamento, frequentemente pela dificuldade para administrar o soro. 
No mundo, são 2,5 milhões de casos anuais de envenenamentos por mordidas de serpentes, que causam 125 mil mortes e deixam outras 400 mil pessoas com sequelas físicas ou psicológicas, informou à Folha o pesquisador José María Gutierrez, representante da Costa Rica que foi um dos principais responsáveis pelos documentos que levaram à resolução da OMS. (...)
O soro antiofídico disponibilizado no Brasil pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde é comprado de três laboratórios públicos, sendo o maior deles o paulista Butantan, responsável por metade da produção nacional. O Instituto Vital Brazil (Niterói, RI) e a Fundação Ezequiel Dias (Belo Horizonte, MG) são responsáveis pelos outros 50%. 


sexta-feira, 20 de abril de 2018

A enzima comedora de plástico que pode revolucionar processo de reciclagem

Link para texto completo: www.bbc.com/portuguese/geral-43804460

Trecho: Cientistas britânicos aperfeiçoaram uma enzima natural que pode digerir alguns dos plásticos mais poluentes do mundo. O tipo PET, mais comum em garrafas plásticas, leva centenas de anos para se decompor no meio ambiente. A enzima modificada, conhecida como PETase, pode começar a desintegrar o mesmo material em apenas alguns dias. 
Isso poderia revolucionar o processo de reciclagem, permitindo que os plásticos sejam reutilizados de forma mais eficaz. O Reino Unido usa cerca de 13 bilhões de garrafas plásticas por ano, das quais três bilhões não são recicladas.
Originalmente descoberta no Japão, a enzima é produzida por uma bactéria que "come" o PET. A Ideonella sakaiensis usa o plástico como sua principal fonte de energia.Pesquisadores relataram em 2016 que encontraram a cepa vivendo em sedimentos em um local de reciclagem de garrafas na cidade portuária de Sakai, no sul do Japão.
“O PET passou a existir em grandes quantidades nos últimos 50 anos, então não se trata de uma escala de tempo muito longa para uma bactéria evoluir para comer algo criado pelo homem”, diz o professor John McGeehan, da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, que participou do estudo.
Poliésteres, o grupo de plásticos a que o PET (também chamado polietileno tereftalato) pertence, existem na natureza. "Eles protegem as folhas das plantas", explica McGeehan. "As bactérias estão evoluindo há milhões de anos para comê-los".

sábado, 14 de abril de 2018

Pesquisadores da UFMG descobrem o maior vírus do mundo

Link para notícia completa: www.g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/pesquisadores-da-ufmg-descobrem-o-maior-virus-do-mundo.ghtml

Trecho da notícia e comentários em vermelho: O maior vírus do mundo foi descoberto por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Chamado de tupanvirus, ele não faz mal a seres humanos e pode, no futuro, ajudar a diagnosticar várias doenças.
Amostras de sedimentos da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro e de lagoas salinas no Pantanal, em Mato Grosso do Sul, foram analisadas em laboratório. “A gente nunca imaginava que pudesse ser tão diferente, que pudesse ser tão grandioso o vírus que a gente conseguiu isolar. Então, assim, foi sensacional ver pela primeira vez aquele vírus todo diferente, com uma cauda, que nunca tinha sido descrito, daquele tamanho”, disse a pesquisadora Thalita Arantes.
Os supervírus são os maiores já encontrados no planeta. São dois muito semelhantes e que parecem microfones peludos. A descoberta foi publicada na revista científica britânica Nature Communications. “Quando nós fizemos o sequenciamento completo, nós percebemos que, além da estrutura, que já era fantástica, o genoma era fantástico. Codificava genes (proteínas, né?) nunca vistos antes no planeta. E cerca de 30% dos genes eram completamente novos”, disse o professor Jônatas Abrahão, professor pesquisador da UFMG.
Segundo os pesquisadores, os novos vírus chegam a ser 50 vezes maiores que os comuns. Os da dengue, zika e febre amarela são pequenininhos como uma cabeça de alfinete (Péssima frase. Os vírus são muito muito muito menores que uma cabeça de alfinete. Só são visíveis ao Microscópio Eletrônico.). Depois de três anos de estudo, a equipe descobriu que esses gigantes têm carga genética complexa, o que é de grande interesse científico (Carga genética é um termo incorreto. O correto seria dizer informação ou conteúdo genético. Carga genética se refere ao conjunto de genes "ruins" ou deletérios presentes em um organismo.).
Os supervírus são capazes de produzir proteínas, elementos biológicos bastante usados na identificação de doenças. (Ops... capazes de produzir proteínas durante o ato de parasitismo, né? Usando a maquinaria de síntese da célula hospedeira. Se produz proteína sozinho, então não seria um vírus.) Esse é o próximo passo da pesquisa do tupan.
“A produção de proteínas é importante pra uma série de testes de diagnóstico pra doenças infecciosas. Então, alguns testes por exemplo pra detecção de anticorpos em pacientes que já tiveram dengue, já tiveram zika ou até mesmo febre amarela muitos são baseados na presença de proteínas”, explicou o professor Jônatas Abrahão.
Os pesquisadores alertam que ninguém precisa ter medo do vírus gigante. Já está comprovado que ele não infecta seres humanos, e é uma grande conquista para a ciência.



TEXTO DO LINK ACIMA (Texto bom para uma prova da Faculdade de Ciências Médicas, por exemplo.)

These Viruses Found in Brazil Are So Huge They're Challenging What We Think a 'Virus' Is
This could change everything.

main article image

Scientists have discovered two new kinds of virus in Brazil that display such size and genetic complexity we may need to rethink exactly what viruses are, scientists say.
The two new strains – dubbed Tupanvirus, after the Brazilian thunder god Tupã in Guaraní mythology – are as prodigious as their namesake, and while they're not a threat to humans, their existence further challenges the scientific boundaries that define what a virus is.
Tupanvirus soda lake and Tupanvirus deep ocean, both named in relation to the extreme aquatic habitats in which they were discovered, aren't just among the largest viruses ever found – they also contain the most protein-making machinery of any virus discovered to date.
The strains, whose optically visible tailed forms can reach lengths of up to 2.3 micrometres, comprise some 1.5 million base pairs of DNA, with enough protein-coding genes to produce up to 1,425 kinds of proteins.
In terms of protein synthesis, this gives them the "largest translational apparatus within the known virosphere", explains a research team led by virologist Bernard La Scola from Aix-Marseille University in France.
This apparatus puts Tupanvirus in the virus family of Mimiviridae, named after Mimivirus, which was identified in 2003 - at the time it was the virus with the largest capsid diameter ever discovered, among other notable attributes.
Before Mimivirus, viruses were largely considered wholly separate from 'living' creatures, with their inability to synthesise proteins (and thus produce their own energy) being one of the reasons scientists excluded them from being classified among cellular life.
But Mimivirus's genetic complexity – and that of other giant viruses that have subsequently been discovered – challenges this theoretical boundary, because they carry genes capable of things like DNA repair, DNA replication, transcription, and translation.
"With the discovery of superviruses, we have seen that these genes may be present in viral genomes," one of the team behind the Tupanvirus study, Jônatas Abrahão, told Brazilian newspaper Estadão in Portuguese.
"This characteristic changes the notion we have of the distinction between viruses and organisms formed by cells."
And the more we learn about giant viruses, the more we learn what they're capable of.
The Tupanvirus strains don't just hold a (nearly) complete set of genes necessary for protein production – about 30 percent of their genome is unknown to science, being as yet undiscovered within the domains of archea, bacteria, and eukarya.
Obviously, there's still a lot to learn about Tupanvirus and giant viruses in general, but the good news is, this new entity – whatever it exactly should be classified as – is no threat to humans, only amoebae.
But if you're an amoeba, we have bad news.
"Like other giant viruses that have been discovered in the past, Tupanvirus infects amoebae," Abrahão says.
"The difference is that it is much more generalist: unlike the others, it is capable of infecting different types of amoebae."
The findings are reported in Nature Communications.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Mais de 300 pessoas morreram por febre amarela, diz Ministério da Saúde

Link para matéria completa: http://saude.ig.com.br/2018-04-13/febre-amarela-mortes-brasil.html

Trecho da matéria: 

Último relatório informado pela pasta aponta que desde julho de 2017 foram confirmados 1.127 casos da doença e 331 mortes; vacina é maneira mais eficaz de proteger população contra a doença, ressalta Ministério da Saúde.

Cobertura da vacina contra febre amarela está abaixo do esperado, 
que é de 95%, na Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro.

Desde o dia 1º de julho de 2017 até 10 de abril de 2018, o Ministério da Saúde contabilizou 331 mortes por febre amarela. Até o momento, foram 1.127 casos da doença confirmados, com 1.119 casos ainda sendo investigados.
Em comparação com o mesmo período do ano passado, foram 712 casos da doença e 228 óbitos registrados por conta da febre amarela . O que significa um aumento de 58% na incidência da infecção.
Em resposta a essa alta, o Ministério ressalta que “o vírus hoje circula em regiões metropolitanas do país com maior contingente populacional, atingindo 35,6 milhões de pessoas que moram, inclusive, em áreas que nunca tiveram recomendação de vacina . Na sazonalidade passada, por exemplo, o surto atingiu uma população de 11,2 milhões de pessoas”.
Para proteger a população, a pasta reforça que a única maneira de garantir a segurança de todos é por meio da vacina. Postos de vacinação estão à disposição para garantir a imunização nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
Entre os estados com maior número de casos, Minas Gerais segue em primeiro lugar, com 480 confirmações da condição. Logo depois vem São Paulo, com 453 casos e, em seguida, Rio de Janeiro com 187 casos.

Campanha de vacinação
Segundo o boletim epidemiológico publicado nesta quarta-feira (11), que traz as informações enviadas pelos gestores locais, os três estados ainda estão com a cobertura bem abaixo da meta, que é 95%.
A cobertura da campanha em curso no Rio de Janeiro está com 40,9%, a Bahia está com 55% e São Paulo com 52,4% da população-alvo vacinada. A vacina está disponível nos postos de saúde. O período de alta da doença segue até maio. Ao todo, a campanha nesses estados busca imunizar 23,8 milhões de pessoas.
As informações competem às 77 cidades que fizeram parte da campanha com estratégia de fracionamento e a ampliação para mais 52 municípios de São Paulo. Esses municípios devem continuar vacinando a população com a dose fracionada, que garante a mesma proteção da dose padrão, e ampliar a cobertura vacinal para prevenir novos casos da febre amarela no país, conforme informou o governo.
A expectativa é que, até 2019, todo o território brasileiro seja considerado área de recomendação para vacinação. A ampliação foi anunciada pelo Ministério da Saúde em março deste ano e deverá acontecer gradualmente até abril do ano que vem.
A medida é preventiva e tem como objetivo antecipar a proteção contra a  febre amarela  para toda população, em caso de um aumento na área de circulação do vírus. Atualmente, alguns estados do Nordeste e parte do Sul e Sudeste não fazem parte das áreas de recomendação de vacina.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Interstício, o 'novo órgão' do corpo humano que a ciência acaba de descobrir

Link para matéria completa: www.g1.globo.com/bemestar/noticia/intersticio-o-novo-orgao-do-corpo-humano-que-a-ciencia-acaba-de-descobrir.ghtml

Trecho da matéria: Ele sempre esteve ali, mas foi apenas por meio de uma tecnologia mais avançada que os cientistas finalmente puderam identificá-lo: um espaço repleto de cavidades preenchidas por líquido, presente entre os tecidos do nosso corpo – por isso, chamado de intersticial (entre tecidos). Um grupo de especialistas o classifica como um novo órgão do corpo humano, "uma nova expansão e especificação do conceito de interstício humano".
Paradoxalmente, apesar de ter sido descoberto apenas agora, o interstício pode ser nada menos do que um dos maiores órgãos do corpo humano, assim como a pele. Os cientistas afirmam que essa rede de cavidades de colágeno e elastina, cheia de líquido, reuniria mais de um quinto de todo o fluído do organismo.
A descoberta foi feita por uma equipe de patologistas da Escola de Medicina da Universidade de Nova York (NYU), Estados Unidos. Os resultados foram publicados na revista "Scientific Reports".
Antes, se acreditava que essas camadas intersticiais do corpo humano fossem formadas por um tecido conjuntivo denso e sólido. Mas, na realidade, elas estão interconectadas entre si, através de compartimentos cheios de líquidos.
Estes tecidos ficam localizados debaixo da pele, recobrem o tubo digestivo, os pulmões e o sistema urinário, rodeiam as artérias, veias e fáscia (estrutura fibrosa onde se fixam músculos). Ou seja, são uma estrutura que se estende por todo o corpo.
Os pesquisadores acreditam que esta estrutura anatômica pode ser importante para explicar a metástase do câncer, o edema, a fibrose e o funcionamento mecânico de tecidos e órgãos do corpo humano.

As partes em azul escuro são feixes de colágeno fibrilar. Na imagem à direita, as fibras de elastina são as manchas pretas; as estruturas de colágeno estão em rosa (Foto:  Jill Gregory/Mount Sinai Health System)
A camada de cima é a mucosa; as partes rosas são as estruturas de colágeno que criam as cavidades cheias de fluído (representado pela cor lilás) (Foto: Jill Gregory/Mount Sinai Health System)

Como não havia sido descoberto até agora?
Essas estruturas não são visíveis com nenhum dos métodos padrões de visualização da anatomia humana. Agora, os cientistas puderam identificar esse novo "órgão" graças aos avanços tecnológicos da endomicroscopia ao vivo, que mostra em tempo real a histologia e estrutura dos tecidos.
A camada de cima é a mucosa; as partes rosas são as estruturas de colágeno que criam as cavidades cheias de fluído (representado pela cor lilás) (Foto: Jill Gregory/Mount Sinai Health System)
De qualquer forma, a descoberta foi uma surpresa.
A equipe de investigadores fez, em 2015, uma operação com endomicroscopia a laser – uma tecnologia chamada Confocal Laser Endomicroscopy (pCLE) – para examinar o conduto biliar de um paciente com câncer. Depois de uma injeção de uma substância corante chamada fluoresceína, foi possível ver "um padrão reticular com seios (ocos) cheios de fluoresceína, que não tinham nenhuma correlação anatômica".
Em seguida, os cientistas tentaram examinar mais detalhadamente essa estrutura. Para isso, usaram placas microscópicas de biópsia habitual. Porém, as estruturas haviam desaparecido.
Depois de fazer vários testes, Neil Theise, coautor do estudo, se deu conta de que o processo convencional de fixação de amostras de tecidos em placas drenava o fluído presente na estrutura. Normalmente, os cientistas tratam as amostras com produtos químicos, as cortam em uma camada muito fina e aplicam tinta para realçar suas características chave. Porém, esse procedimento faz colapsar a rede de compartimentos, antes cheios de líquidos. É como se os pisos de um edifício desmoronassem.
Por isso, "durante décadas, a estrutura pareceu como algo sólido nas placas de biópsia", disse Theise, que faz parte do departamento de patologia da Universidade de Nova York.
Ao mudar a técnica de fazer a biópsia, sua equipe conseguiu preservar a anatomia da estrutura, "demonstrando que ela forma parte da submucosa e que é um espaço interticial cheio de fluído não observado anteriormente". Assim, foram identificadas "tiras largas e escuras ramificadas, rodeadas de espaços grandes e poligonais cheios de fluoresceína", descreve o estudo.
Os cientistas confirmaram a existência dessa estrutura em outros 12 pacientes operados.

Qual é sua função?
Até agora a ciência não estudou profundamente nem o fluxo nem o volume do fluído intersticial do corpo humano. Por enquanto, a identificação desse "espaço intersticial" levanta várias hipóteses.
Os especialistas acreditam que essa rede de espaços interconectados, forte e elástica, pode atuar como um amortecedor para evitar que os tecidos do corpo se rasguem com o funcionamento diário – que faz com que os órgãos, músculos e vasos sanguíneos se contraiam e se expandam constantemente.
Além disso, acreditam que essa rede de cavidades é como uma pista expressa para os fluídos. Isso poderia embasar a hipótese de que o câncer, ao atingir o espaço intersticial, possa se expandir pelo corpo muito rapidamente. É a chamada metástase.
Por outro lado, os autores do estudo acreditam que as células que formam o interstício mudam com a idade, podendo contribuir com o enrugamento da pele e com o endurecimento das extremidades, assim como a progressão de doenças fibróticas, escleroides e inflamatórias.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Pela primeira vez, cientistas chineses clonam macacos com mesma técnica da ovelha Dolly

Trechos: Estudo quebra barreira que permitiria clonar humanos, mas cientistas dizem que não têm essa intenção.

Cientistas chineses clonaram macacos usando a mesma técnica que produziu a ovelha Dolly há duas décadas, quebrando uma barreira técnica que pode, futuramente, abrir a porta para clonagem de humanos - embora eles garantam que esta não é sua intenção.

Zhong Zhong e Huahua, dois macacos-cinomolgos idênticos, nasceram oito e seis semanas atrás, virando os dois primeiro primatas - ordem dos mamíferos que inclui macacos, símios e humanos - a serem clonados de uma célula não-embrionária.
A clonagem foi feita através de um processo chamado transferência nuclear de células somáticas (TNCS), que envolve a transferência do núcleo de uma célula, que inclui seu DNA, para um óvulo que teve seu núcleo removido.
Pesquisadores do Instituto de Neurociência da Academia Chinesa de Ciências, em Xangai, disseram que o projeto pode ser uma vantagem para pesquisas médicas ao tornar possível o estudo de doenças em populações de macacos geneticamente uniformes.

Mas isto também gera a viabilidade de clonagem de nossa própria espécie. "Humanos são primatas. Então, para a clonagem de espécies primatas, incluindo humanos, a barreira técnica agora está quebrada", disse Muming Poo, que ajudou a supervisionar o programa no instituto, a repórteres, em teleconferência. "A razão pela qual quebramos esta barreira é para produzir animais modelos que são úteis para a medicina, para a vida humana. Não há intenção de aplicar este método a humanos."

Animais idênticos geneticamente são úteis em pesquisas porque fatores de confusão causados por variabilidade genética em animais não clonados podem complicar experimentos. Eles podem ser usados para testar novos medicamentos para uma série de doenças antes de uso clínico. Os dois macacos recém-nascidos estão sendo alimentados com mamadeiras e estão crescendo normalmente. Os pesquisadores disseram esperar que mais clones de macacos nasçam nos próximos meses.

Desde que Dolly – "garota-propaganda" da clonagem – nasceu na Escócia em 1996, cientistas conseguiram com sucesso usar TNCS para clonar mais de 20 outras espécies, incluindo vacas, porcos, cachorros, coelhos, ratos e camundongos. Experimentos similares em primatas, no entanto, sempre haviam falhado, fazendo com que alguns especialistas imaginassem que primatas eram resistentes.

A nova pesquisa, publicada nesta quarta-feira (24/01/18) no periódico "Cell", mostra que este não é o caso. A equipe chinesa teve sucesso, após muitas tentativas, ao usar moduladores para ligar e desligar certos genes que estavam inibindo desenvolvimento embrionário. Mesmo assim, a taxa de sucesso é extremamente baixa e as técnicas funcionaram somente quando núcleos foram transferidos de células fetais, em vez de adultas, como foi o caso de Dolly. No total, foram necessários 127 óvulos para produzir o nascimento de dois macacos vivos. "Isto continua um procedimento pouco eficiente e arriscado", disse Robin Lovell-Badge, especialista em clonagem do Instituto Francis Crick, em Londres, que não estava envolvido no projeto chinês.

"O projeto nesta publicação não é um trampolim para estabelecer métodos para obter o nascimento de clones humanos vivos. Isto claramente continua uma coisa muito tola de se tentar". A pesquisa destaca o crescente papel importante da China em pesquisas de ponta na biociência, onde cientistas às vezes ultrapassaram barreiras éticas.

Links para texto completo: 


quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Homo sapiens deixou a África antes do que se pensava, indicam fósseis.

Trecho: Pesquisadores identificaram os restos dos primeiros humanos modernos conhecidos que deixaram a África. Os fósseis encontrados em Israel indicam que nossa espécie (Homo sapiens) deixou aquele continente aproximadamente 185 mil anos atrás, cerca de 80 mil anos antes do que se pensava. O estudo foi publicado esta semana na revista "Science".
Segundo a pesquisa, os humanos modernos podem ter interagido com outras espécies de seres humanos extintas há dezenas de milhares de anos. A conclusão do estudo também se encaixa com análises genéticas de vestígios que teriam sido deixados por nossa espécie em sua partida da África.
Os pesquisadores analisaram um fragmento de mandíbula com oito dentes, encontrado na caverna de Misliya, em Israel, em 2002. O maxilar seria de um humano moderno e não de uma de outras espécies de hominídeos existentes na época, segundo um exame de tomografia computadorizada, que construiu um modelo virtual 3D da amostra e a comparou com outras coletadas na África, Ásia e Europa.
Três laboratórios concluíram que as peças vistas pelos pesquisadores datavam de 177 mil a 194 mil anos atrás. Antes disso, a mais antiga evidência de homens modernos fora da África eram dos sítios arqueológicos de Skhul e Qafzeh, também em Israel, e que datavam entre 90 mil e 125 mil anos atrás.

Links para texto completo: 

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

O fruto amazônico que pode baratear e simplificar o tratamento da leishmaniose

Link para texto completo: www.bbc.com/portuguese/geral-42536385

Trecho: Um fruto amazônico amplamente utilizado como remédio caseiro pelas populações ribeirinhas da região pode ser a chave para ajudar a baratear e simplificar o tratamento da leishmaniose, doença que provoca ulcerações na pele e que atinge cerca de 3 mil pessoas ao ano no Brasil.
Um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) testa um creme fitoterápico à base do jucá (Libidibia ferrea) como terapia alternativa às dolorosas injeções do tratamento contra a leishmaniose do tipo tegumentar (LT).
Os testes iniciais com o creme, em roedores, foram animadores. Segundo os pesquisadores, os animais tratados com o preparado à base do jucá tiveram 25% de crescimento de lesões relacionadas à doença, em comparação ao aumento de 300% dos animais que não receberam nenhum tratamento.
O estudo, que começou no Laboratório de Leishmaniose e Doenças de Chagas do Inpa, tem o objetivo de desenvolver um medicamento eficaz, de uso tópico e com uma logística de distribuição simplificada para auxiliar os pacientes que moram em áreas de difícil acesso.
A ideia é que o creme feito com a planta possa ser associado à medicação recomendada pelo Ministério da Saúde e usada há mais de 50 anos, o glucantime, para agir como coadjuvante no tratamento da leishmaniose tegumentar.
O jucá, também conhecido como pau-ferro, é um velho conhecido dos ribeirinhos da região amazônica, muito utilizado por eles em forma de chá como remédio caseiro para diversas enfermidades.
Árvore nativa do Brasil, ele está amplamente presente nas regiões Norte e Nordeste. Tem propriedades antissépticas, antienvelhecimento, antioxidantes e antipigmentação. Também é usado como adstringente, antidiarreico, cicatrizante, sedativo, tônico, anti-inflamatório, expectorante e até mesmo afrodisíaco.

A leishmaniose é uma doença grave que pode ser causada por várias espécies de protozoários do gênero Leishmania e é transmitida ao homem pela picada do inseto flebótomo, popularmente chamado de "birigui", "mosquito-palha" ou "cangalhinha".
Nas áreas urbanas, os cachorros, gatos e ratos são as maiores fontes de infecção. Já nas zonas rurais os agentes transmissores são animais silvestres como raposas, gambás e tamanduás. Ao contrário do Aedes aegypti, que transmite a dengue, chikungunya e zika, não é fácil localizar os criadouros dos mosquitos flebótomos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 350 milhões de pessoas estejam expostas ao risco da leishmaniose no mundo, com registro aproximado de dois milhões de novos casos das diferentes formas clínicas ao ano no mundo.
Apesar de a infecção estar controlada no Brasil, estima-se que quase 3 mil pessoas são contaminadas todo ano.
Anteriormente restrita às áreas de floresta e zonas rurais, a doença tem avançado nas cidades, em função do desmatamento e da migração das famílias para os centros urbanos. As regiões Norte e Nordeste ainda são áreas de risco com maior número de registros da enfermidade.
Existem dois tipos de leishmaniose: a visceral (LV), conhecida como calazar, e a tegumentar (LT). Ambas são consideradas doenças infecciosas e são transmitidas por diferentes espécies de flebotomíneos (pequenos insetos) infectados pelo protozoário.
A LV é caracterizada, principalmente, por febre de longa duração, aumento do fígado e do baço, além de perda de peso acentuada, e pode levar a óbito em 90% dos casos se não for tratada adequadamente. Já a LT provoca úlceras na pele e mucosas.
Em uma década, o número de casos de LV no Brasil caiu apenas 8,5%, passando de 3.597 em 2005 para 3.289 em 2015. A redução da incidência da LT em dez anos foi mais expressiva, de 27%, de 26.685 para 19.395 casos no mesmo intervalo.
Em 2015, o Nordeste registrou o maior número de casos de LV (1.806), seguido pelas regiões Sudeste (538), Norte (469), Centro-Oeste (157) e Sul (5).
Em relação à LT, o Norte registrou o maior número de casos (8.939); seguido por Nordeste (5.152), Centro-Oeste (2.937), Sudeste (1.762) e Sul (493).
A OMS estima que entre 20 mil e 40 mil pessoas no mundo morrem, por ano, vítimas da doença. No Brasil, foram mais de 2,7 mil mortes entre 2000 e 2011. Os maiores índices de mortalidade foram registrados nos Estados do Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, São Paulo, Bahia e Minas Gerais.
Os números melhores, no entanto, ainda não foram suficientes para tirar a leishmaniose da lista de doenças negligenciadas. Apesar do tratamento gratuito, a eliminação ou redução mais significativa de casos no país esbarra em gargalos. O diagnóstico é limitado. Tanto a população quanto os profissionais de saúde têm dificuldade em identificar os sintomas.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

O que é Bitcoin?

Modificado a partir de www.exame.abril.com.br/mercados/entenda-o-que-e-bitcoin/
Por Rita Azevedo


Criada há mais de nove anos, a bitcoin atrai a atenção de investidores e já é aceita como meio de pagamento em alguns países.

A bitcoin é uma moeda, assim como o real ou o dólar, mas bem diferente dos exemplos citados. O primeiro motivo é que não é possível mexer no bolso da calça e encontrar uma delas esquecida. Ela não existe fisicamente, é totalmente virtual.
O outro motivo é que sua emissão não é controlada por um Banco Central. Ela é produzida de forma descentralizada por milhares de computadores, mantidos por pessoas que “emprestam” a capacidade de suas máquinas para criar bitcoins e registrar todas as transações feitas.
No processo de nascimento de uma bitcoin, chamado de “mineração”, os computadores conectados à rede competem entre si na resolução de problemas matemáticos. Quem ganha, recebe um bloco da moeda.
O nível de dificuldade dos desafios é ajustado pela rede, para que a moeda cresça dentro de uma faixa limitada, que é de até 21 milhões de unidades até o ano de 2140.
Esse limite foi estabelecido pelo criador da moeda, um desenvolvedor misterioso chamado Satoshi Nakamoto — que, até hoje, nunca teve a identidade comprovada. 
De tempos em tempos, o valor da recompensa dos “mineiros” também é reduzido. Quando a moeda foi criada, em 2009, qualquer pessoa com o software poderia “minerar”, desde que estivesse disposta a deixar o computador ligado por dias e noites. 
Com o aumento do número de interessados, a tarefa de fabricar bitcoins ficou apenas com quem tinha super máquinas. A disputa aumentou tanto que surgiram até computadores com hardware dedicado à tarefa, como o Avalon ASIC. Além da mineração, é possível possuir bitcoins comprando unidades em casas de câmbio específicas ou aceitando a criptmoeda ao vender coisas.
As moedas virtuais são guardadas em uma espécie de carteira, criada quando o usuário se cadastra no software. Depois do cadastro, a pessoa recebe um código com letras e números, chamado de “endereço”, utilizado nas transações. Quando ela quiser comprar um jogo, por exemplo, deve fornecer ao vendedor o tal endereço. As identidades do comprador e do vendedor são mantidas no anonimato, mas a transação fica registrada no sistema de forma pública. A compra não pode ser desfeita.
Com bitcoins, é possível contratar serviços ou adquirir coisas no mundo todo. O número de empresas que a aceitam ainda é pequeno, mas vários países, como a Rússia se movimentam no sentido de “regular” a moeda. Em abril deste ano, o Japão começou a aceitar bitcoins como meio legal de pagamento. O esperado é que até 300 mil estabelecimentos no Japão aceitem, até o final do ano, este tipo de dinheiro.
Por outro lado, países como a China tentam fechar o cerco das criptomoedas, ordenando o fechamento de várias plataformas de câmbio e proibindo a prática conhecida como ICO (initial coin offerings), uma espécie de abertura de capital na bolsa, mas feita com criptomoedas (entenda melhor).
O valor da bitcoin segue as regras de mercado, ou seja, quanto maior a demanda, maior a cotação. Historicamente, a moeda virtual apresenta alta volatilidade. Em 2014, sofreu uma forte desvalorização, mas retomou sua popularidade nos anos seguintes. Neste ano, o interesse pela bitcoin explodiu. No dia 1° de janeiro, a moeda era negociada a pouco mais de mil dólares. No início de dezembro, já valia mais de 10 mil dólares. 
Os entusiastas da moeda dizem que o movimento de alta deve continuar com o interesse de novos adeptos e a maior aceitação. Críticos afirmam que a moeda vive uma bolha — semelhante à Bolha das Tulipas, do século XVII — que estaria prestes a estourar.

Para ler sobre a Bolha das Tulipas, clique AQUI.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Cientistas revelam o primeiro ancestral humano na África após 20 anos de estudo

Trecho (com algumas correções): Cientistas divulgaram, na última quarta-feira (06/12/17), a descoberta do mais antigo fóssil de ancestral humano já encontrado na África Meridional. Chamado de “Little Foot” – pé pequeno, em tradução livre –, o esqueleto tem quase quatro milhões de anos e foi localizado na África do Sul, no sítio arqueológico Cradle of Humankind (Berço da Humanidade). Todo o processo, desde a descoberta da ossada até a preparação do material, durou 20 anos.
De acordo com nota divulgada pela Universidade de Witwatersrand, o “Little Foot” recebeu este nome pelo professor Phillip Tobias por causa dos pequenos ossos do pé encontrados por Ron Clarke em 1994. O cientista estava analisando um  fóssil  encontrado na gruta de Sterkfontein, que faz parte do Cradle of Humankind, quando supôs que o pequeno esqueleto era do gênero Australophitecus, o menor ancestral humano que já habitou a África.

       Reprodução/CNN - Apelidado de "Little Foot", o fóssil do acentral humano é o mais antigo já encontrado na região da África Meridional

O restante dos ossos do hominídeo só foram localizados em 1997, e todo o processo de escavação, limpeza, reconstrução, moldagem e análise demorou 20 anos. Segundo a CNN, boa parte do trabalho foi realizada dentro da próprio sítio arqueológico, com o auxílio de ferramentas especializadas para não comprometer o material estudado.
“O processo exigiu uma escavação extremamente cuidadosa dentro do ambiente escuro da caverna. Assim que as primeiras partes da superfície dos ossos foram expostas, a breccia ["brecha" = pedra onde o esqueleto foi encontrado] teve que ser cortada com muita cautela e removida em blocos para, depois, ser limpa no laboratório”, explicou Clarke sobre a ossada, que data de 3,67 milhões de anos atrás.
Diferente das primeiras especulações do cientista, o "Little Foot" faz parte de uma segunda espécie, a Australopithecus prometheus, nomeada em 1948 após a descoberta de fósseis fragmentados. 

Descoberta notável: O mais completo esqueleto de Australopithecus já encontrado foi considerado um marco por pesquisadores. "Esta é uma conquista histórica para a comunidade científica e para a genealogia da África do Sul. É através de importantes descobertas como esta que nós obtemos um vislumbre do passado, o que nos ajuda a entender melhor a humanidade", declarou Adam Habib, diretor da Universidade de Witwatersrand, onde o material foi apresentado.
O resultado das duas décadas de pesquisa serão divulgados nos próximos meses em cerca de 25 artigos científicos.
O fóssil foi encontrado no Sítio Arqueológico Cradle of Humankind, cujo sistema de grutas Sterkfontein ficou conhecido na década de 1930 com a descoberta de um Australopithecus africanus adulto. Agora, a revelação de "Little Foot" como o ancestral humano mais antigo da região solidifica a importância do complexo para estudos de evolução .


Comentário: Há hominídeos mais antigos do que os Australopithecus. Enquanto Australopithecus mais antigos estão datados em 4.000.000 de anos, os mais antigos do gênero Ardipithecus estão datados em 5.200.000 anos atrás.

Vitamina D tem novos valores de referência

Trecho: A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) informa a mudança do valor de referência da Vitamina D e alerta sobre o quão importante é estar com a suplementação dessa vitamina em dia. “Até pouco tempo, o valor normal, ou seja, suficiente, de vitamina D era acima de 30 ng/mL. Porém, já estão sendo aceitos valores a partir de 20 ng/mL, pois estudos têm mostrado que pacientes que estão entre as dosagens de 20 a 30 ng/mL não necessitam de reposição da vitamina”, afirma Carlos Eduardo dos Santos Ferreira, médico patologista clínico, diretor de Ensino da SBPC/ML.
A deficiência (valores abaixo de 10 ng/mL) ou insuficiência (de 10 ng/mL até 20 a 30 ng/mL – novo valor de referência) da vitamina D podem não ocasionar sintomas nos pacientes que estão sofrendo com a falta da mesma. Pessoas com níveis muito baixos podem apresentar sintomas de fadiga, fraqueza muscular e até dor crônica. Além de problemas ósseos, existem evidências de que a falta de vitamina D também pode contribuir para o desenvolvimento de algumas doenças como diabetes, depressão, doença cardiovascular e alguns tipos de câncer.
“É essencial que sejam feitos exames frequentes para acompanhar o nível de vitamina D, principalmente em pacientes idosos, pois a detecção da deficiência/insuficiência auxilia na prevenção das doenças listadas acima para esse grupo de maior risco. Valores acima de 100 ng/mL são tóxicos e a reposição sem o acompanhamento médico pode ser perigosa”, completa Ferreira.
A Vitamina D é um pró-hormônio produzido a partir da ação dos raio ultravioleta B na pele. As duas principais formas são a vitamina D2 (ergocalciferol) e a vitamina D3 (colecalciferol) que podem ser encontradas em alimentos como óleos de salmão, atum e sardinha, gema de ovo, fígado, leite, iogurte e queijos ou suplementada em capsulas ou comprimidos. Existem diferentes métodos para avaliação da vitamina D. Ela pode ser dosada no laboratório por imunoensaios ou pelo método de referência que é a Espectrometria de Massas. Os imunoensaios devem ser comparáveis com o método de eleição. Dependendo do método, dosa-se as duas frações separadamente (D2 e D3) ou a total que é a soma das duas. (Vitamina D total ou 25 hidroxi vitamina D).

Terapia genética pode ser a cura para Hemofilia A, aponta estudo

Trecho: Esta é a primeira vez que a terapia genética é bem sucedida para tratar a condição, que se resume em um transtorno genético hereditário, que atinge principalmente os homens, fazendo com que as pessoas tenham níveis baixos de fator VIII de coagulação, necessários para que o sangue coagule.
A falta do fator proteico resulta em hemorragia excessiva, até mesmo quando as lesões são menores e pode causar sangramento interno, o que coloca a vida do indivíduo em risco.
Até o momento, não foi descoberta a cura permanente para a condição, e os pacientes com esse diagnóstico precisam tomar múltiplas injeções semanais de fator VIII de coagulação para prevenir e controlar o sangramento.
"Estou muito otimista de que possamos oferecer benefícios de tratamento de longo prazo", afirmou John Pasi, diretor do Centro de Hemofilia no Barts Health NHS Trust e principal autor do estudo publicado no último final de semana no New England Journal of Medicine.
Mais de 400 mil pessoas ao redor do mundo sofrem de hemofilia A, que é seis vezes mais comum que a hemofilia B. Os pacientes do tipo A não possuem proteína de coagulação do fator VIII, enquanto aqueles com tipo IX apresentam o fator IX. No Reino Unido, onde o estudo foi realizado, cerca de 2 mil pessoas sofrem de hemofilia A.
Pesquisa: Durante o teste, 13 pacientes receberam injeções de alta dose contendo cópias do gene que codifica a proteína de coagulação ausente. Os pacientes foram acompanhados durante 19 meses para monitorar os resultados. Todos os participantes da pesquisa ficaram sem receber tratamento por um ano. Enquanto 11 deles apresentaram níveis quase normais de proteína de coagulação, os outros dois restantes tinham níveis estáveis, afirmou Pasi.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Concentração de CO2 na atmosfera bate recorde e é a maior em 3 milhões de anos

Trecho: A concentração de dióxido de carbono (CO2) está aumentando e bateu recorde no ano passado, atingindo o maior número já visto em mais de três milhões de anos, alertou a Organização das Nações Unidas nesta segunda-feira (30/10/17).
O novo estudo traz um alerta de cientistas e apela para que todas as nações do mundo se unam para reduzir drasticamente as emissões de CO2 , ainda levantando a possibilidade de regras ainda mais rígidas nas próximas negociações climáticas em Bonn.
“A média de concentração de dióxido de carbono global, no ano passado, atingiu 403,3 partes por milhão (ppm), muito acima das 400 ppm em 2015, devido à combinação de atividades humanas e ao forte do El Niño”, segundo o Boletim de Gases de Efeito Estufa, o ano anual da agência meteorológica da ONU.
A aceleração dos números ocorre apesar de uma freada – e talvez até um estancamento das emissões. Contudo, o El Niño intensificou as secas e enfraqueceu a capacidade da vegetação de absorver o dióxido de carbono; o que é bastante preocupante, afinal, à medida que o planeta aquece, espera-se que o evento se torne cada vez mais frequente.
Ainda pelo relatório, o aumento de 3,3 ppm é consideravelmente mais alto do que o salto de 2,3 ppm nos 12 meses anteriores, e com a média de crescimento anual de 2,08 ppm. Além disso, o último grande El Niño , em 1998, registrou aumento de 2,7 ppm (número menor do que o de 2016).
O estudo monitora navios, aviões e estações terrestres para acompanhar as tendências de emissão desde 1750, revelando que o dióxido de carbono está, agora, aumentando 100 vezes mais rápido do que no fim da última era do Gelo – graças ao aumento populacional, às atividades agropecuárias, ao desmatamento florestal e à industrialização.
A última vez que a Terra experimentou evento similar ao visto agora, em relação ao dióxido de carbono na atmosfera, foi durante o Plioceno (última época do antigo período Terciário da era Cenozoica. Está compreendido entre há cerca de cinco e dois milhões de anos), quando o nível do mar estava 20 metros mais alto do que agora.
Os autores do estudo divulgado hoje pedem aos governantes para que intensifiquem as contramedidas que reduzam o risco de aquecimento global. “Sem cortes rápidos no CO2 e outras emissões de gases do efeito estufa , teremos aumentos de temperatura perigosos no final deste século, bem acima do objetivo estabelecido pelo acordo de mudança climática de Paris”, elucidou o chefe da Organização Meteorológica Mundial, Petteri Taalas, em comunicado.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Cientistas observam colisão de estrelas de nêutron e a formação de buraco negro

Trecho: Pela primeira vez na história, os cientistas conseguiram observar a colisão de duas estrelas de nêutrons, por meio de ondas gravitacionais e luminosas. O evento cósmico produziu ondas no tempo-espaço e um brilho tão intenso do que mais de um bilhão de sóis, segundo revelou a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa). A eventualidade é tão especial que foram publicados mais de 30 artigos científicos nesta segunda-feira (16/10/17).
Na sequência extraordinária, é possível ver as duas estrelas de nêutrons – que são ultradensas – fazendo um movimento espiralado para dentro, uma em direção a outra, antes de finalmente se colidirem de maneira violenta. Segundo os cientistas da Nasa, essas estrelas têm massa de 10% a 60% maiores do que a do Sol, apesar de apenas ter uma área do tamanho da cidade de Washington D.C, ou do Plano Piloto, em Brasília – ou seja, são extremamente densas. Por causa dessa densidade, as maciças estrelas puxaram uma a outra com intensidade, girando centenas de vezes por segundo, produzindo ondas gravitacionais na mesma frequência.   
Desse modo, quanto mais se aproximavam, orbitavam ainda mais rápido, o que acabou gerando o evento “mais violento e cataclísmico” da natureza – que, por sua vez, produziu uma onda de raios gama . Devido à colisão foi observada a chamada “quilonova”, algo que nunca registrado anteriormente, mas que foi capturada pelo Observatório a Laser de Ondas Gravitacionais (Ligo), com base nos Estados Unidos.  
Um marco histórico desse evento cósmico foi o testemunho dos cientistas realizado por meio de telescópios ópticos tradicionais, com detectores gêmeos localizados na Louisiana e em Washington, que recuperaram os tremores no espaço-tempo ocorridos após a fusão a 1,3 milhão de anos-luz de distância – ou seja, observamos algo que aconteceu há mais de 130 milhões de anos. 
O diretor-executivo do centro de pesquisa Ligo, Dave Reitze, afirmou: "o maravilhoso nessa descoberta é que foi a primeira vez que tivemos uma imagem completa de um dos mais violentos e cataclismáticos eventos do universo”. 

Trabalho em conjunto: O encontro entre as estrelas foi primeiramente observado no dia 17 de agosto, quando os centros de pesquisa Ligo (americano) e Virgo (europeu) detectaram as ondas gravitacionais inéditas durante 100 segundos. "Fomos capazes de 'ouvir o Universo'", explica Gregg Hallinan, do Instituto de Tecnologia da Califórnia.
Com o zumbido dos poucos segundo capturado, perceberam que as duas estrelas, ambas mais pesadas do que o Sol, aproximavam-se de sua morte. Inicialmente, as duas pareceram separadas por 320 quilômetros, circulando 30 vezes por segundo. Porém, enquanto giravam para dentro, aceleraram até uma velocidade de duas mil órbitas por segundo, o que fez com que o sinal fosse fosse capturado como um assobio de deslizamento.
Dois segundos após a detecção das ondas, um "flash" de luz na forma de raios gama foi detectado pelo telescópio Fermi da Nasa. Seguiram-se, então, outros "mensageiros" do espaço: raios X, ondas ultravioleta, infravermelho e ondas eletromagnéticas. Depois do alerta enviado aos astrônomos, 70 telescópios espaciais e terrestres giraram para observar o brilho vermelho, tornando-se o primeiro evento cósmico a ser "visto" tanto nas ondas gravitacionais quanto luminosas.  
Einstein foi o primeiro cientista a prever a existência de ondas gravitacionais , há mais de um século. Contudo, a primeira prova experimental de que o Espaço pode ser esticado ou espremido levou até 2015, quando os cientistas da Ligo detectaram uma colisão de buracos negros. Mas, essa fusão sombria, e as outras três detectadas desde então, eram invisíveis para os telescópios convencionais. À medida que as estrelas colidiam, elas emitiam um intenso feixe de raios-gama, deixando o céu cheio de elementos pesados, respondendo ao debate de décadas sobre a origem do ouro e da platina, por exemplo.




As estrelas de nêutrons são as menores e as mais densas de todas as que conhecemos (e sabemos que existem): têm cerca de 20 quilômetros de largura, com uma massa de cerca de um bilhão de toneladas. O núcleo é uma sopa de nêutrons puros, enquanto a crosta é lisa, sólida e 10 bilhões de vezes mais forte que o aço.

*Com informações do The Guardian e da Nasa