sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

O que é Bitcoin?

Modificado a partir de www.exame.abril.com.br/mercados/entenda-o-que-e-bitcoin/
Por Rita Azevedo


Criada há mais de nove anos, a bitcoin atrai a atenção de investidores e já é aceita como meio de pagamento em alguns países.

A bitcoin é uma moeda, assim como o real ou o dólar, mas bem diferente dos exemplos citados. O primeiro motivo é que não é possível mexer no bolso da calça e encontrar uma delas esquecida. Ela não existe fisicamente, é totalmente virtual.
O outro motivo é que sua emissão não é controlada por um Banco Central. Ela é produzida de forma descentralizada por milhares de computadores, mantidos por pessoas que “emprestam” a capacidade de suas máquinas para criar bitcoins e registrar todas as transações feitas.
No processo de nascimento de uma bitcoin, chamado de “mineração”, os computadores conectados à rede competem entre si na resolução de problemas matemáticos. Quem ganha, recebe um bloco da moeda.
O nível de dificuldade dos desafios é ajustado pela rede, para que a moeda cresça dentro de uma faixa limitada, que é de até 21 milhões de unidades até o ano de 2140.
Esse limite foi estabelecido pelo criador da moeda, um desenvolvedor misterioso chamado Satoshi Nakamoto — que, até hoje, nunca teve a identidade comprovada. 
De tempos em tempos, o valor da recompensa dos “mineiros” também é reduzido. Quando a moeda foi criada, em 2009, qualquer pessoa com o software poderia “minerar”, desde que estivesse disposta a deixar o computador ligado por dias e noites. 
Com o aumento do número de interessados, a tarefa de fabricar bitcoins ficou apenas com quem tinha super máquinas. A disputa aumentou tanto que surgiram até computadores com hardware dedicado à tarefa, como o Avalon ASIC. Além da mineração, é possível possuir bitcoins comprando unidades em casas de câmbio específicas ou aceitando a criptmoeda ao vender coisas.
As moedas virtuais são guardadas em uma espécie de carteira, criada quando o usuário se cadastra no software. Depois do cadastro, a pessoa recebe um código com letras e números, chamado de “endereço”, utilizado nas transações. Quando ela quiser comprar um jogo, por exemplo, deve fornecer ao vendedor o tal endereço. As identidades do comprador e do vendedor são mantidas no anonimato, mas a transação fica registrada no sistema de forma pública. A compra não pode ser desfeita.
Com bitcoins, é possível contratar serviços ou adquirir coisas no mundo todo. O número de empresas que a aceitam ainda é pequeno, mas vários países, como a Rússia se movimentam no sentido de “regular” a moeda. Em abril deste ano, o Japão começou a aceitar bitcoins como meio legal de pagamento. O esperado é que até 300 mil estabelecimentos no Japão aceitem, até o final do ano, este tipo de dinheiro.
Por outro lado, países como a China tentam fechar o cerco das criptomoedas, ordenando o fechamento de várias plataformas de câmbio e proibindo a prática conhecida como ICO (initial coin offerings), uma espécie de abertura de capital na bolsa, mas feita com criptomoedas (entenda melhor).
O valor da bitcoin segue as regras de mercado, ou seja, quanto maior a demanda, maior a cotação. Historicamente, a moeda virtual apresenta alta volatilidade. Em 2014, sofreu uma forte desvalorização, mas retomou sua popularidade nos anos seguintes. Neste ano, o interesse pela bitcoin explodiu. No dia 1° de janeiro, a moeda era negociada a pouco mais de mil dólares. No início de dezembro, já valia mais de 10 mil dólares. 
Os entusiastas da moeda dizem que o movimento de alta deve continuar com o interesse de novos adeptos e a maior aceitação. Críticos afirmam que a moeda vive uma bolha — semelhante à Bolha das Tulipas, do século XVII — que estaria prestes a estourar.

Para ler sobre a Bolha das Tulipas, clique AQUI.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Cientistas revelam o primeiro ancestral humano na África após 20 anos de estudo

Trecho (com algumas correções): Cientistas divulgaram, na última quarta-feira (06/12/17), a descoberta do mais antigo fóssil de ancestral humano já encontrado na África Meridional. Chamado de “Little Foot” – pé pequeno, em tradução livre –, o esqueleto tem quase quatro milhões de anos e foi localizado na África do Sul, no sítio arqueológico Cradle of Humankind (Berço da Humanidade). Todo o processo, desde a descoberta da ossada até a preparação do material, durou 20 anos.
De acordo com nota divulgada pela Universidade de Witwatersrand, o “Little Foot” recebeu este nome pelo professor Phillip Tobias por causa dos pequenos ossos do pé encontrados por Ron Clarke em 1994. O cientista estava analisando um  fóssil  encontrado na gruta de Sterkfontein, que faz parte do Cradle of Humankind, quando supôs que o pequeno esqueleto era do gênero Australophitecus, o menor ancestral humano que já habitou a África.

       Reprodução/CNN - Apelidado de "Little Foot", o fóssil do acentral humano é o mais antigo já encontrado na região da África Meridional

O restante dos ossos do hominídeo só foram localizados em 1997, e todo o processo de escavação, limpeza, reconstrução, moldagem e análise demorou 20 anos. Segundo a CNN, boa parte do trabalho foi realizada dentro da próprio sítio arqueológico, com o auxílio de ferramentas especializadas para não comprometer o material estudado.
“O processo exigiu uma escavação extremamente cuidadosa dentro do ambiente escuro da caverna. Assim que as primeiras partes da superfície dos ossos foram expostas, a breccia ["brecha" = pedra onde o esqueleto foi encontrado] teve que ser cortada com muita cautela e removida em blocos para, depois, ser limpa no laboratório”, explicou Clarke sobre a ossada, que data de 3,67 milhões de anos atrás.
Diferente das primeiras especulações do cientista, o "Little Foot" faz parte de uma segunda espécie, a Australopithecus prometheus, nomeada em 1948 após a descoberta de fósseis fragmentados. 

Descoberta notável: O mais completo esqueleto de Australopithecus já encontrado foi considerado um marco por pesquisadores. "Esta é uma conquista histórica para a comunidade científica e para a genealogia da África do Sul. É através de importantes descobertas como esta que nós obtemos um vislumbre do passado, o que nos ajuda a entender melhor a humanidade", declarou Adam Habib, diretor da Universidade de Witwatersrand, onde o material foi apresentado.
O resultado das duas décadas de pesquisa serão divulgados nos próximos meses em cerca de 25 artigos científicos.
O fóssil foi encontrado no Sítio Arqueológico Cradle of Humankind, cujo sistema de grutas Sterkfontein ficou conhecido na década de 1930 com a descoberta de um Australopithecus africanus adulto. Agora, a revelação de "Little Foot" como o ancestral humano mais antigo da região solidifica a importância do complexo para estudos de evolução .


Comentário: Há hominídeos mais antigos do que os Australopithecus. Enquanto Australopithecus mais antigos estão datados em 4.000.000 de anos, os mais antigos do gênero Ardipithecus estão datados em 5.200.000 anos atrás.

Vitamina D tem novos valores de referência

Trecho: A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) informa a mudança do valor de referência da Vitamina D e alerta sobre o quão importante é estar com a suplementação dessa vitamina em dia. “Até pouco tempo, o valor normal, ou seja, suficiente, de vitamina D era acima de 30 ng/mL. Porém, já estão sendo aceitos valores a partir de 20 ng/mL, pois estudos têm mostrado que pacientes que estão entre as dosagens de 20 a 30 ng/mL não necessitam de reposição da vitamina”, afirma Carlos Eduardo dos Santos Ferreira, médico patologista clínico, diretor de Ensino da SBPC/ML.
A deficiência (valores abaixo de 10 ng/mL) ou insuficiência (de 10 ng/mL até 20 a 30 ng/mL – novo valor de referência) da vitamina D podem não ocasionar sintomas nos pacientes que estão sofrendo com a falta da mesma. Pessoas com níveis muito baixos podem apresentar sintomas de fadiga, fraqueza muscular e até dor crônica. Além de problemas ósseos, existem evidências de que a falta de vitamina D também pode contribuir para o desenvolvimento de algumas doenças como diabetes, depressão, doença cardiovascular e alguns tipos de câncer.
“É essencial que sejam feitos exames frequentes para acompanhar o nível de vitamina D, principalmente em pacientes idosos, pois a detecção da deficiência/insuficiência auxilia na prevenção das doenças listadas acima para esse grupo de maior risco. Valores acima de 100 ng/mL são tóxicos e a reposição sem o acompanhamento médico pode ser perigosa”, completa Ferreira.
A Vitamina D é um pró-hormônio produzido a partir da ação dos raio ultravioleta B na pele. As duas principais formas são a vitamina D2 (ergocalciferol) e a vitamina D3 (colecalciferol) que podem ser encontradas em alimentos como óleos de salmão, atum e sardinha, gema de ovo, fígado, leite, iogurte e queijos ou suplementada em capsulas ou comprimidos. Existem diferentes métodos para avaliação da vitamina D. Ela pode ser dosada no laboratório por imunoensaios ou pelo método de referência que é a Espectrometria de Massas. Os imunoensaios devem ser comparáveis com o método de eleição. Dependendo do método, dosa-se as duas frações separadamente (D2 e D3) ou a total que é a soma das duas. (Vitamina D total ou 25 hidroxi vitamina D).

Terapia genética pode ser a cura para Hemofilia A, aponta estudo

Trecho: Esta é a primeira vez que a terapia genética é bem sucedida para tratar a condição, que se resume em um transtorno genético hereditário, que atinge principalmente os homens, fazendo com que as pessoas tenham níveis baixos de fator VIII de coagulação, necessários para que o sangue coagule.
A falta do fator proteico resulta em hemorragia excessiva, até mesmo quando as lesões são menores e pode causar sangramento interno, o que coloca a vida do indivíduo em risco.
Até o momento, não foi descoberta a cura permanente para a condição, e os pacientes com esse diagnóstico precisam tomar múltiplas injeções semanais de fator VIII de coagulação para prevenir e controlar o sangramento.
"Estou muito otimista de que possamos oferecer benefícios de tratamento de longo prazo", afirmou John Pasi, diretor do Centro de Hemofilia no Barts Health NHS Trust e principal autor do estudo publicado no último final de semana no New England Journal of Medicine.
Mais de 400 mil pessoas ao redor do mundo sofrem de hemofilia A, que é seis vezes mais comum que a hemofilia B. Os pacientes do tipo A não possuem proteína de coagulação do fator VIII, enquanto aqueles com tipo IX apresentam o fator IX. No Reino Unido, onde o estudo foi realizado, cerca de 2 mil pessoas sofrem de hemofilia A.
Pesquisa: Durante o teste, 13 pacientes receberam injeções de alta dose contendo cópias do gene que codifica a proteína de coagulação ausente. Os pacientes foram acompanhados durante 19 meses para monitorar os resultados. Todos os participantes da pesquisa ficaram sem receber tratamento por um ano. Enquanto 11 deles apresentaram níveis quase normais de proteína de coagulação, os outros dois restantes tinham níveis estáveis, afirmou Pasi.