— Eles eram os principais predadores do mar. Os dentes deles fariam os Tyrannosaurus rex chorarem — disse Patrick Druckenmiller, paleontólogo da “University of Alaska Museum” e coautor do estudo, publicado no jornal norueguês “Geology”.
O que mais cai no ENEM? O que mais cai no Vestibular? O que vai cair esse ano? O objetivo principal deste blog é divulgar temas e notícias que possam ser aproveitados na tanto elaboração de questões de provas e de Concursos Vestibulares quanto do ENEM. Alunos, fiquem atentos! Bom proveito! Vestibulando, coloque nosso blog em "seus favoritos" e visite-nos sempre. O que mais cai em Biologia? O que mais cai em Química? Este blog faz parte do Multiverso de Ramon Lamar.
sexta-feira, 22 de dezembro de 2023
Descoberta nova espécie de réptil marinho gigante
— Eles eram os principais predadores do mar. Os dentes deles fariam os Tyrannosaurus rex chorarem — disse Patrick Druckenmiller, paleontólogo da “University of Alaska Museum” e coautor do estudo, publicado no jornal norueguês “Geology”.
Nova fase de estudo com células CAR-T no combate à leucemia e linfoma recebe investimento de R$ 100 milhões
Link para matéria completa: https://jornal.usp.br/campus-ribeirao-preto/nova-fase-de-estudo-com-celulas-car-t-no-combate-a-leucemia-e-linfoma-recebe-investimento-de-r-100-milhoes/
quinta-feira, 21 de dezembro de 2023
Após anos, Brasil registra alta em vacinação e inclui novas vacinas no PNI
Link para matéria completa: https://veja.abril.com.br/saude/apos-anos-brasil-registra-alta-em-vacinacao-e-inclui-novas-vacinas-no-pni/
Resumo: Após sete anos de queda nas coberturas vacinais, o Brasil reverteu o cenário e registrou alta para a cobertura de oito vacinas do calendário infantil em 2023, em todo o país. É o que indica um balanço preliminar do Ministério da Saúde, que analisou os índices de janeiro a outubro de 2023, comparando com todo o ano de 2022.
Entre os imunizantes que indicaram crescimento, estão as vacinas contra hepatite A, poliomielite, pneumocócica, meningocócica, DTP (difteria, tétano e coqueluche) e tríplice viral 1a dose e 2a dose (sarampo, caxumba e rubéola), todas para crianças de até 1 ano de idade. Além delas, houve aumento na procura pelas vacinas contra a febre amarela, indicada aos nove meses.
Segundo a pasta, o avanço é resultado do planejamento multiestratégico adotado pelo novo governo que lançou o Movimento Nacional pela Vacinação, além de um microplanejamento que repassou mais de R$ 151 milhões para ações regionais nos estados e municípios, levando à melhora dos índices vacinais para a DTP, que protege contra a difteria, tétano e coqueluche; poliomielite e a primeira dose de tríplice viral.
O Ministério também credita o aumento ao programa Saúde com Ciência, lançado para promover o fortalecimento das políticas públicas de saúde e a valorização da ciência. "Estamos trabalhando para reverter esse cenário de diminuição das coberturas e 2023 já dá sinais de aumento para quase todas as vacinas em quase todas as regiões do país. O grande desafio, porém, não é só incorporar novas vacinas, mas conseguir garantir altas coberturas para todas elas", diz Renato de Ávila Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
Desafios continuam
De acordo com o infectologista, o sucesso de um programa de vacinação para manter a alta das coberturas vacinais depende de alguns fatores importantes como a disponibilidade, armazenamento adequado e distribuição homogênea dos imunizantes, além da capacitação de profissionais da saúde e um registro rigoroso das doses aplicadas. "Em municípios menores, onde nascem poucas crianças, por exemplo, nós temos frascos que são desperdiçados porque uma vez abertos tem que ser usados em 6, 24 ou 48 horas", diz o médico, que acrescenta. "Sobre os profissionais de saúde, precisam entender um calendário cada vez mais complexo, cheio de vacinas, com intervalos do que pode ser feito junto, separado, como aplica, como dilui. É um desafio enorme."
Kfouri também ressalta o acesso e a comunicação, com o combate às fake news, como fundamentais para a melhora dos índices de cobertura vacinal no país. "Não adianta ter a vacina disponível, o profissional treinado para aplicar a vacina, o computador funcionando e a internet para enviar os dados, se não tem a pessoa para se vacinar. Então a comunicação é fundamental. E, obviamente, as pessoas têm que ter acesso, precisam chegar à unidade de saúde, com condições, dispensa do trabalho, meios de transporte ou vacinação em domicílio e na escola", pontua o médico, que também é presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
A Pfizer também conseguiu aprovação da Anvisa para a vacina monovalente contra a Covid-19 para a variante XBB 1.5. Trata-se da ComiRNAty monovalente adaptada à sublinhagem da ômicron, uma das cepas em maior circulação no Brasil e no mundo. Indicada para toda população elegível acima de 6 meses, o imunizante mRNA também já foi autorizada pelos órgãos internacionais e será incorporada no Programa Nacional de Imunizações (PNI).
"A vacina monovalente adaptada à variante XBB.1.5 da Ômicron se mostrou eficaz na proteção contra as principais cepas que estão mundialmente em circulação, mas as vacinas Bivalente e Monovalente Original, que estão disponíveis nos postos de saúde do país, continuam tendo importante papel na redução de hospitalizações e mortes pelo vírus, por isso, é imprescindível que a população brasileira elegível mantenha sua vacinação contra Covid-19 em dia", completa Adriana.
Outra vacina que vai ser incluída no PNI, do Ministério da Saúde, é a Qdenga contra a dengue, da empresa japonesa Takeda Pharma. Recomendada pela Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), terá 50 milhões de doses fornecidas em 5 anos, com previsão de entrega de 8,5 milhões em 2024. As estratégias de vacinação por faixa etária e regiões ainda serão definidas pela pasta.
terça-feira, 19 de dezembro de 2023
Seis insetos do tipo barbeiro são encontrados na USP
Link para matéria completa: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2023/12/19/seis-insetos-do-tipo-barbeiro-sao-encontrados-na-usp.ghtml?utm_source=share-universal&utm_medium=share-bar-app&utm_campaign=materias
Resumo: Seis insetos do tipo barbeiro foram encontrados na Cidade Universitária, no Butantã, na Zona Oeste de São Paulo. Eles estavam perto dos institutos de Química e de Biologia e um deles estava contaminado com o protozoário que provoca a doença de Chagas.
No Instituto de Química havia quatro barbeiros. O primeiro deles, achado no dia 26 de novembro, foi enviado à Divisão de Vigilância de Zoonoses que identificou a contaminação pelo Trypanossoma cruzi, um protozoário que pode causar a Doença de Chagas em caso de picada.
Outros dois foram localizados no Instituto de Biologia. Todos foram enviados para análise, mas os resultados ainda não estão foram divulgados.
A universidade distribuiu um comunicado no campus avisando sobre os cuidados no caso de encontrar um barbeiro. Um deles é: em caso de ser picado pelo inseto, não se deve coçar o local, que deve ser lavado com água e sabão.
A explicação para o surgimento dos insetos no campus é o desmatamento em áreas próximas.
O que é a doença de Chagas?
Considerada uma doença tropical, ela pode afetar o coração e o sistema digestivo.
A transmissão pode ocorrer no contato com as fezes contaminadas do barbeiro, por via oral (com a ingestão de alimentos contaminados), de forma vertical (em que a mãe passa para o filho durante a gestação ou parto), transfusional ou até mesmo acidental.
Segundo o Ministério da Saúde (MS), a doença de Chagas pode se manifestar de em duas fases, sendo a aguda com apresentação de sintomas ou não e crônica, que se torna mais crítica.
Na fase aguda, os sintomas que podem aparecer são:
- febre prolongada
- dor de cabeça
- fraqueza e mal-estar
- inchaço no rosto e nas pernas
Na fase crítica, a doença pode apresentar problemas cardíacos e digestivos.
Para evitar o contato com o inseto barbeiro, vetor da doença de Chagas para os seres humanos, as autoridades de saúde alertam que a população fique atenta com os cuidados dentro de casa. Caso encontre o barbeiro, não o esmague ou manipule com as mãos. A orientação do MS é acionar equipes técnicas da Vigilância de Saúde locais para eliminar o inseto ou possíveis colônias.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o tratamento para a doença.
sexta-feira, 15 de dezembro de 2023
O que é o hidrogênio verde?
terça-feira, 12 de dezembro de 2023
Extinção de megafauna há 10 mil anos reorganizou ecossistemas, diz estudo
segunda-feira, 23 de outubro de 2023
CONTROLE BIOLÓGICO DE PRAGAS: Piaba vira arma secreta no combate à dengue
Link para matéria completa:
Resumo: Colocados em reservatórios usados pelos moradores da localidade, são os responsáveis pelo controle biológico do transmissor da dengue, da zika, da chikungunya e da febre amarela, já que eles se alimentam das larvas depositadas na água pelo vetor dos vírus.
A ação é uma parceria da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) com o setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Três Marias. Liderando os trabalhos na unidade da Codevasf no município, Julimar Santos, chefe do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura, conta que, além do atendimento à comunidade, as cidades de Curvelo e Felixlândia manifestaram recentemente interesse pela utilização da piaba para eliminar larvas que dão origem aos mosquitos que disseminam doenças. Os pedidos, no entanto, ainda estão em análise.
Em Andrequicé, o índice de eliminação das larvas dos mosquitos já chega a 96,4% nos reservatórios residenciais onde os peixes são colocados, segundo dados da Codevasf. Consequentemente, isso gerou drástica redução nas notificações de dengue na comunidade nos últimos anos.
A guerreira
A espécie Astyanax bimaculatus, popularmente conhecida como piaba do rabo amarelo, é nativa da América do Sul, muito comum em córregos, riachos, rios, lagoas e reservatórios de todo o Brasil. Apresenta pequeno porte e pode chegar a 13 cm de comprimento. São onívoras e se alimentam de frutos, vegetais, invertebrados aquáticos, ovos, larvas de mosquitos e de outros peixes e outras matérias orgânicas.
“Antes de 2018, Andrequicé era o distrito do município que estava entre aqueles com mais casos da doença. Os reservatórios nas casas, em sua maioria tambores, ficavam expostos a céu aberto, sem qualquer proteção, o que facilitava a contaminação ao se tornarem criadouros do mosquito”, explica Julimar, que também é técnico em agropecuária.
Reservatórios de água
Por meio do programa, os moradores locais vêm recebendo de um a dois exemplares da piaba para serem inseridos nos reservatórios de água usados para garantir o suprimento da família, relacionado ao consumo humano, cultivo agrícola e à higiene e limpeza.
Durante a visita de entrega, há orientações sobre a manutenção dos peixes. Entre elas estão não oferecer a eles ração ou outros alimentos; colocá-los momentaneamente em outro recipiente durante a limpeza do reservatório; e, no caso de morte, fazer a comunicação para que seja providenciada a reposição.
As piabas são produzidas nos tanques e viveiros do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Três Marias. Após período de aclimatação em tanques circulares de metal, elas são preparadas para transporte, distribuição, acondicionadas em sacos plásticos contendo água e injeção de oxigênio. Tudo isso, conforme Julimar, resulta em um processo de baixo custo com alta performance na eliminação de focos do mosquito.
“Essa espécie se reproduz naturalmente em nosso sistema, e nos dedicamos à produção, geralmente, de outubro a dezembro. Às vezes, seguimos até janeiro. No restante do ano, a gente trabalha com os alevinos (peixes recém-eclodidos dos ovos) para estimular o crescimento deles e, deste modo, estarem aptos à soltura em vários reservatórios, rios e córregos, que são afluentes da bacia ou de microbacias pertencentes à grande bacia do Rio São Francisco. A liberação dos peixes acontece entre março e abril e, depois, de outubro a novembro”, completa.
Técnica é usada em outros estados
A técnica de combate à dengue com o uso de peixes também é empregada em outras regiões do país. O pesquisador da Embrapa Cocais (MA) Luiz Carlos Guilherme iniciou o Projeto Dengoso na Universidade Federal de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, em 2001, enquanto cursava seu doutorado.
Seu projeto tem como objetivo principal o combate à larva do Aedes aegypti por meio do controle biológico usando o peixe da família Poecilidae, conhecido por barrigudinho, lebiste, guaru ou guppy. A iniciativa segue em curso em Uberlândia, em lagoas de tratamento e estabilização de efluentes de algumas indústrias, além de outros pontos suscetíveis à reprodução do mosquito.
Reconhecimento e premiação
Em 2009, o projeto foi implementado no município de Parnaíba, no Piauí. A ação também está presente em Campo Maior, no mesmo estado, além de Tobias Barreto, em Sergipe. Em 2013, a iniciativa foi premiada pela Fundação Banco do Brasil, em decorrência da eficiência na eliminação dos criadouros.
No ano seguinte, a ação passou a ser coordenada pela professora Alessandra Ribeiro Torres, da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), em parceria com a Embrapa Meio-Norte, quando o pesquisador Luiz Carlos estava lotado na unidade. À época, o Centro de Controle de Zoonoses de Parnaíba foi aprovado. A produção do peixe e sua distribuição para utilização em focos do mosquito da dengue, tais como recipientes de grande porte (cacimbões, bebedouros de animais, piscinas desativadas, cascatas e outros ambientes semelhantes), além de terrenos alagados, ganharam mais fôlego.
Segundo dados da Embrapa, o uso de peixes como estratégia de combate aos mosquitos tem se mostrado eficaz. Em Uberlândia, por exemplo, o número de casos de dengue na população passou de 9,5 mil, em 2006, para 50 até abril de 2008. As autoridades sanitárias, nesse período, deixaram de aplicar quase 30 toneladas de pesticidas no município para combate ao Aedes aegypti.
domingo, 22 de outubro de 2023
ChatGPT sugere leituras e outras ações para produzir uma boa #Redação no #Enem.
- Jornais e Revistas Atuais: Ler jornais e revistas, tanto impressos quanto online, é uma ótima maneira de se manter atualizado sobre eventos e questões atuais que podem ser abordados nas redações.
- Livros de Literatura Brasileira e Mundial: A leitura de clássicos da literatura brasileira e mundial pode enriquecer seu vocabulário e sua compreensão de diferentes estilos de escrita.
- Obras de Sociologia e Filosofia: Leituras sobre sociologia e filosofia podem ajudar a desenvolver sua capacidade de análise crítica e a compreender questões sociais e éticas.
- Textos Acadêmicos: A leitura de artigos acadêmicos em áreas relevantes para os temas do ENEM pode ajudar a aprofundar sua compreensão e embasar seus argumentos.
- Discursos Políticos e Econômicos: Analisar discursos de líderes políticos e economistas pode ajudar a entender melhor as questões econômicas e políticas do Brasil e do mundo.
- História do Brasil e do Mundo: Conhecer a história do Brasil e do mundo é essencial para entender o contexto de muitos problemas atuais.
- Livros e Documentários sobre Temas Sociais: Livros e documentários que abordam questões sociais, econômicas e ambientais são úteis para ampliar sua visão sobre problemas e soluções.
- Manual de Redação: Livros e guias de redação podem fornecer dicas práticas sobre como escrever uma redação eficaz.
- Exemplos de Redações Anteriores do ENEM: Ler redações nota 1000 de anos anteriores pode ajudar a entender o que é esperado e a se familiarizar com o estilo de escrita exigido.
- Gramática e Estilo: Livros que tratam de gramática, estilo e técnicas de escrita podem aprimorar suas habilidades linguísticas.
- Partes da Constituição Federal: Estudar partes da Constituição Federal do Brasil pode ser fundamental para compreender a estrutura e os princípios fundamentais do país.
- Ampliar a compreensão de tópicos: Filmes e documentários podem fornecer informações visuais e histórias pessoais que aprofundam sua compreensão sobre os problemas brasileiros. Eles podem ajudá-lo a ver e entender as questões de diferentes perspectivas.
- Inspiração para tópicos de redação: Assistir a documentários sobre questões sociais, ambientais, políticas ou econômicas pode inspirá-lo a escolher tópicos de redação que estejam alinhados com seus interesses e conhecimentos.
- Análise crítica: Ao assistir filmes e documentários, você pode praticar a análise crítica, avaliando as informações apresentadas, identificando pontos fortes e fracos dos argumentos e considerando diferentes opiniões sobre um assunto.
- Enriquecer exemplos: Filmes e documentários podem fornecer exemplos concretos e casos reais que você pode usar para ilustrar seus argumentos nas redações.
- Melhorar a expressão oral: Além de melhorar a escrita, assistir a filmes e documentários pode ajudar a desenvolver suas habilidades de expressão oral, o que é útil para a prova de redação e para a defesa de argumentos.
- "Cidade de Deus": Um filme que aborda a violência e a criminalidade nas favelas do Rio de Janeiro.
- "A Lei da Água": Um documentário que discute a questão da água no Brasil.
- "Central do Brasil": Um filme que trata de questões sociais no Brasil, especialmente relacionadas à educação e desigualdade.
ChatGPT lista 10 possíveis temas para #Redação do #ENEM.
- Desigualdade social no Brasil: Causas, impactos e possíveis soluções.
- A questão da educação pública no Brasil: Desafios e propostas de melhoria.
- O combate à corrupção como um desafio constante na política brasileira.
- O desmatamento na Amazônia e suas consequências para o meio ambiente e a sociedade.
- A violência urbana no Brasil: Raízes, efeitos e estratégias de redução.
- A falta de acesso à saúde de qualidade no país e as possíveis alternativas para enfrentar esse problema.
- A questão indígena no Brasil: Conflitos, direitos e perspectivas de conciliação.
- Os desafios da mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras.
- A crise hídrica no Brasil e as medidas para garantir o abastecimento de água no futuro.
- A discriminação racial no Brasil: Avanços e desafios para a construção de uma sociedade mais igualitária.
sábado, 21 de outubro de 2023
Tilápia se adaptou ao mar e está se espalhando pela costa brasileira, diz estudo
sexta-feira, 20 de outubro de 2023
Mudanças climáticas podem levar à perda de 90% da fauna e da flora da caatinga
quarta-feira, 4 de outubro de 2023
Platelminto: Verme encontrado em quintal de casa, na Grande BH, preocupa moradores
Link para matéria completa: https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2023/10/03/interna_gerais,1571128/verme-encontrado-em-quintal-de-casa-na-grande-bh-preocupa-moradores.shtml
sábado, 26 de agosto de 2023
Neste ano, 51 pessoas já morreram em MG por picada de animais peçonhentos
Link para matéria completa:
segunda-feira, 3 de julho de 2023
Pesquisadores da Unicamp criam filme biodegradável a partir de casca de laranja e exoesqueleto de crustáceos
Link para texto completo: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2023/07/02/pesquisadores-da-unicamp-criam-filme-biodegradavel-a-partir-de-casca-de-laranja-e-exoesqueleto-de-crustaceos.ghtml
Resumo: Em busca de alternativas sustentáveis às embalagens de plástico, um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveu um filme biodegradável a partir do limoneno e da quitosana, substâncias presentes na casca da laranja e no exoesqueleto de crustáceos, respectivamente.
A criação também é capaz de preservar as características dos alimentos, como cheiro, cor e sabor, por mais tempo. Segundo o professor Roniérik Pioli Vieira, coordenador da pesquisa, ambos os componentes já são explorados em pesquisas, mas encontram entraves para a produção industrial.
"O grande diferencial no nosso caso que a gente utilizou o poli(limoneno), que é um derivado do limoneno mais estável, não volátil e a ideia é que ele atue como esse aditivo antioxidante, antimicrobiano, e com um potencial maior de eventualmente ser utilizado em larga escala", afirma.
Para criar o "novo" limoneno, mais estável e adequado à indústria, os pesquisadores utilizaram um processo de polimerização, que consiste em unir várias moléculas da substância para criar uma molécula maior, chamada de oligômero.
"A nossa ideia é que o poli(limoneno) seja considerado um aditivo multifuncional, que a gente possa aplicar desde a fabricação de embalagens. Pensamos em utilizar ele como um aditivo bloqueador de luz ultravioleta, antioxidante e antimicrobiano", explica Vieira.
Estágio inicial
O professor ressalta que a pesquisa está em um estágio inicial, mas a ideia é que, futuramente, o poli(limoneno) seja utilizado como aditivo de origem renovável em escala comercial. Para que isso seja possível, os pesquisadores têm testado a compatibilização do componente com materiais diferentes da quitosana.
"A ideia é que a gente prepare os filmes também em uma escala um pouco maior e em processos que simulem o industrial, ou seja, aqueles que envolvem altas temperaturas e taxas de deformação. [...] Com base nos dados preliminares, em termos de não volatilidade e estabilidade, a gente acredita que esse comportamento possa ser favorável no processo industrial", diz.
Em relação à quitosana, Vieira afirma que o uso em larga escala não deve ocorrer tão cedo, já que ela tem um custo mais elevado em relação aos plásticos tradicionais. "A quitosana é muito utilizada na área biomédica, então em materiais que tem um valor agregado um pouco maior, obviamente seria mais fácil, mais rápido desse material ir para a sociedade", ressalta.
Possibilidades
Além do uso em embalagens biodegradáveis, as equipes do Departamento de Engenharia de Materiais e Bioprocessos da Faculdade de Engenharia Química e do Centro de Tecnologia de Embalagem do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) também estudam outras possibilidades relacionadas ao poli(limoneno).
Há, por exemplo, uma linha de pesquisa que investiga as interações do aditivo com outros materiais biodegradáveis e compostáveis que já são industrialmente competitivos, e outra que explora estratégias para aumentar o rendimento do processo produtivo. Já uma terceira linha de pesquisa analisa aplicações do material na área biomédica.
"Como ele tem características antioxidantes e antimicrobianas, a ideia é incorporar esse aditivo na formulação de, por exemplo, polímeros para curativos, para que a gente possa ter curativos avançados, com características antioxidantes e antimicrobianas, que possam auxiliar no processo de cicatrização de lesões, evitando a proliferação de micro-organismos", afirma Vieira.
quinta-feira, 29 de junho de 2023
ChatGPT responde: Quais moléculas orgânicas de importância biológica já foram identificadas na Via Láctea?
- Metanol (CH₃OH): É uma molécula simples e uma das mais abundantes na Via Láctea. O metanol é um precursor na formação de moléculas mais complexas, incluindo aminoácidos e açúcares.
- Formaldeído (H₂CO): O formaldeído é um composto químico importante na química pré-biótica e pode estar envolvido na formação de aminoácidos.
- Cianeto de hidrogênio (HCN): O HCN é uma molécula composta por carbono, nitrogênio e hidrogênio. É um precursor para a síntese de bases nitrogenadas, componentes dos ácidos nucleicos.
- Álcool etílico (etanol, C₂H₅OH): O etanol também foi detectado em nuvens moleculares na Via Láctea. É uma molécula que possui uma importância biológica significativa na Terra.
- Glicolaldeído (CH₂OHCHO): É uma molécula orgânica simples que desempenha um papel fundamental na formação de açúcares, incluindo a ribose, que é um componente dos ácidos nucleicos.
quarta-feira, 28 de junho de 2023
Telescópio James Webb faz primeira detecção de “molécula da vida”.
Resumo: Uma equipe de cientistas internacionais usou o Telescópio Espacial James Webb da Nasa para detectar um novo composto de carbono no espaço pela primeira vez.
Conhecida como cátion metil (CH₃⁺), a molécula é importante porque auxilia na formação de moléculas mais complexas baseadas em carbono. O cátion metil foi detectado em um sistema estelar jovem, com um disco protoplanetário, conhecido como d203-506, localizado a cerca de 1.350 anos-luz de distância na Nebulosa de Orion.
Os compostos de carbono formam as bases de toda a vida conhecida e, como tal, são particularmente interessantes para os cientistas que trabalham para entender como a vida se desenvolveu na Terra e como ela poderia se desenvolver em outras partes do nosso universo. O estudo da química interestelar orgânica (contendo carbono), que Webb está abrindo de novas maneiras, é uma área de grande fascínio para muitos astrônomos.
As capacidades únicas do Webb o tornaram um observatório ideal para procurar por essa molécula crucial. A excelente resolução espacial e espectral de Webb, bem como sua sensibilidade, contribuíram para o sucesso da equipe. Em particular, a detecção de Webb de uma série de linhas de emissão chave do CH₃⁺ cimentou a descoberta.
“Essa detecção não apenas valida a incrível sensibilidade do Webb, mas também confirma a postulada importância central do CH₃⁺ na química interestelar”, disse Marie-Aline Martin-Drumel, da Universidade de Paris-Saclay, na França, membro da equipe científica.
Enquanto a estrela em d203-506 é uma pequena anã vermelha, o sistema é bombardeado por forte luz ultravioleta (UV) de estrelas quentes, jovens e massivas próximas. Os cientistas acreditam que a maioria dos discos de formação de planetas passa por um período de intensa radiação UV, uma vez que as estrelas tendem a se formar em grupos que geralmente incluem estrelas massivas produtoras de UV. Normalmente, espera-se que a radiação UV destrua moléculas orgânicas complexas, caso em que a descoberta de CH₃⁺ pode parecer uma surpresa.
No entanto, a equipe prevê que a radiação UV pode realmente fornecer a fonte de energia necessária para a formação do CH₃⁺ em primeiro lugar. Uma vez formado, promove reações químicas adicionais para construir moléculas de carbono mais complexas.
Em termos gerais, a equipe observa que as moléculas que eles veem em d203-506 são bem diferentes dos discos protoplanetários típicos. Em particular, eles não conseguiram detectar nenhum sinal de água. “Isso mostra claramente que a radiação ultravioleta pode mudar completamente a química de um disco protoplanetário. Na verdade, pode desempenhar um papel crítico nos primeiros estágios químicos das origens da vida”, elaborou Olivier Berné, do Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica em Toulouse, principal autor do estudo.
Essas descobertas, que são do programa PDRs4ALL Early Release Science, foram publicadas na revista Nature.
O Telescópio Espacial James Webb é o principal observatório de ciência espacial do mundo. Webb resolverá mistérios em nosso sistema solar, olhará além para mundos distantes ao redor de outras estrelas e investigará as misteriosas estruturas e origens de nosso universo e nosso lugar nele. O Webb é um programa internacional liderado pela Nasa com seus parceiros, a ESA (Agência Espacial Europeia) e a Agência Espacial Canadense.
Observação: O grupo metil (CH₃⁺) não é um grupo complexo. Na verdade é um dos grupos mais simples da química orgânica. Claro que qualquer descoberta de moléculas orgânicas ou radicais livres que possam colaborar para a dinâmica de reações na formação de moléculas mais complexas é importante, longe de mim querer desmerecer a descoberta. Quando vi o título pensei em moléculas intermediárias do metabolismo vital como um aminoácido mais complexo do que a glicina ou um par de bases nitrogenadas. E achei graça de no texto publicado haver uma chave de pronúncia em inglês para cátion, como se esse não fosse um termo conhecido desde o primeiro ano do ensino médio. Veja print abaixo:
Ramon Lamar de Oliveira Junior
terça-feira, 27 de junho de 2023
Das rochas ao mercado de baterias: conheça todo o potencial do lítio brasileiro!
Link para matéria completa: https://g1.globo.com/especial-publicitario/vale-do-litio-em-mg/noticia/2023/06/26/das-rochas-ao-mercado-de-baterias-conheca-todo-o-potencial-do-litio-brasileiro.ghtml
Resumo: Com a maior reserva comprovada do mineral no Brasil, Minas Gerais está à frente de uma revolução na extração e comercialização de um dos metais mais valorizados do mundo.
Um metal de coloração branco-prateada, denominado lítio, é responsável por muitas facilidades do nosso dia a dia, como o funcionamento de um notebook, um smartphone, uma câmera fotográfica e, até mesmo, de um veículo elétrico.
Mas, antes de virar um componente de uma bateria – que liga, por exemplo, nossos dispositivos portáteis – o lítio é o responsável por provocar uma revolução: está impulsionando localidades do Norte e Nordeste de Minas Gerais e inserindo o estado no mapa internacional da cadeia do metal altamente especializado, usado por setores como tecnologia da informação, automotivo e de energias renováveis.
Uma nova realidade para região
É no Vale do Jequitinhonha e na região Norte do estado que se encontra a maior reserva comprovada de lítio do Brasil, de acordo com a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM).
Com essa descoberta e a chegada de empresas para a extração do mineral e comercialização para todo o mundo, os municípios de Araçuaí, Capelinha, Coronel Murta, Itaobim, Itinga, Malacacheta, Medina, Minas Novas, Pedra Azul, Rubelita, Salinas, Teófilo Otoni, Turmalina e Virgem da Lapa, vivem uma nova fase e podem virar um vale da tecnologia com foco na produção de baterias.
Coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) do Governo de Minas Gerais, o projeto econômico-social Vale do Lítio (Lithium Valley Brazil) prevê uma transformação da realidade local, levando toda cadeia produtiva do lítio para essas regiões.
Além da extração, graças aos cerca de 45 depósitos, segundo estudos realizados pelo Serviço Geológico do Brasil, o projeto construído por meio da Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (Invest Minas) viabiliza a instalação de empresas para fabricar as baterias que vão abastecer mercados em todo o mundo.
Utilizado em diversas aplicações, de medicamento para estabilizar o humor até a composição de baterias de longa duração, o lítio também tem papel fundamental na transição energética, porque proporciona boa parte do armazenamento da energia nas baterias dos carros elétricos, essenciais para um futuro sustentável da indústria automobilística – que caminha para a substituição dos veículos movidos por combustíveis fósseis.
Benefícios da cadeia mineira do lítio
Para entender melhor todo o potencial do lítio brasileiro e seus diferenciais, listamos abaixo alguns benefícios da produção no Vale do Jequitinhonha e na região Norte de Minas Gerais. Confira:
● O lítio encontrado lá é de alta pureza, com grande potencial no mercado de baterias mais potentes.
● Tem muito valor. Em seu estado bruto, o metal é cotado em até US$ 70 a tonelada, podendo chegar a até US$ 6 mil a tonelada quando processado.
● É mais sustentável, extraído da rocha com uso de menos água que o modelo tradicional e com baixa emissão de CO2.
● Utiliza fonte de energia hidroelétrica da região, gerando menos custos e o consumo de energia limpa em toda produção.
● A região está localizada em rotas de escoamento, com proximidade a aeroportos e portos.
● Conta com a infraestrutura das cidades do entorno e com o conhecimento dos campi universitários.
● A existência de 45 jazidas, com grande potencial econômico, pode aumentar em 20 vezes as reservas comprovadas do mineral na região, garantindo o fornecimento da matéria-prima por um longo prazo.
● A consolidação do Vale do Lítio aumenta a geração de empregos, o PIB local e transforma, direta ou indiretamente, o panorama socioeconômico de mais de 980 mil habitantes em 55 municípios.
A partir de um decreto federal de julho de 2022, os investimentos para extração do lítio no Vale do Jequitinhonha e na região Norte do estado foram facilitados e o comércio exterior de minerais e minérios de lítio e de seus derivados ganharam força.
Já há três companhias atuando na região e, até o fim de 2023, o governo estadual prevê que novos projetos de investimento serão formalizados com empresas estrangeiras.
Observação: Matéria feita pelo Governo de Minas Gerais
segunda-feira, 26 de junho de 2023
Pinguim-de-magalhães desidratado e com ferimentos é resgatado em praia no litoral de SP
Link para texto completo: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2023/06/26/pinguim-de-magalhaes-desidratado-e-com-ferimentos-e-resgatado-em-praia-no-litoral-de-sp.ghtml
Resumo: Um pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) foi resgatado na faixa de areia em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Segundo apurado, o pinguim estava com ferimentos na cabeça e em uma das patas. Ele foi encaminhado para tratamento no Instituto Gremar.
Instituto Biopesca, responsável pelo monitoramento de praias na região, disse que foi acionado por banhistas que passavam pelo local, no último sábado (24/06/23). A ave foi carregada pelas ondas e, por conta dos machucados, não conseguiu nadar.
Após o resgate, o animal foi levado para o Instituto Gremar. A ave está no Centro de Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos, em Guarujá, onde passou por atendimento veterinário.
Segundo o Instituto Gremar, a equipe constatou que o animal estava magro, desidratado e com hipoglicemia. Além disso, apresentava uma ferida na região da pata e uma profunda na região da cabeça, que foi higienizada e realizada sutura. O animal está sendo mantido em ambiente controlado e recebendo tratamento veterinário e já apresenta evolução clínica.
De acordo com o Instituto Gremar, os pinguins-de-magalhães são uma espécie migratória e extremamente social, portanto para que haja uma soltura de sucesso é essencial que os animais sejam reintegrados à natureza em grupos pois com um maior número de indivíduos saudáveis, maior a chance de sobrevivência do bando e que eles obtenham sucesso neste processo de migração.
O Instituto ressaltou que, durante o inverno do hemisfério sul, os pinguins-de-magalhães migram de suas colônias reprodutivas no sul da Argentina, Patagônia, Chile e Ilhas Malvinas até o litoral brasileiro, em busca de alimento.
domingo, 25 de junho de 2023
Cientistas criam embrião humano 'sintético' sem usar espermatozoide nem óvulo
Link para matéria completa: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/06/cientistas-criam-embriao-humano-sintetico-sem-usar-espermatozoide-nem-ovulo.shtml?
Resumo: Em uma semana movimentada no universo da genética, pelo menos três times diferentes de cientistas anunciaram o desenvolvimento de modelos de embriões humanos "sintéticos" em laboratório. O material foi cultivado por meio da reprogramação de células-troncos, sem a necessidade de utilização de óvulos ou espermatozoides.
Dois grupos afirmam ter conseguido avançar com o crescimento até o que seria equivalente aos 14 dias de um embrião natural, enquanto um terceiro atingiu estágios semelhantes aos vistos na quarta semana pós-fecundação.
A principal aplicação para esse tipo de pesquisa é o estudo e compreensão de doenças e outras condições durante os estágios iniciais do desenvolvimento embrionário. Problemas genéticos ou mesmo abortos espontâneos de repetição poderiam ser investigados com recurso a esse método.
Embora os cientistas enfatizem que o material criado agora em laboratório não poderia ser utilizado para gerar uma vida, as descobertas já provocam controvérsia quanto aos aspectos éticos desse tipo de trabalho.
Até agora, porém, os detalhes sobre o andamento dos trabalhos estão limitados às informações fornecidas pelos próprios autores da pesquisa. As experiências ainda não foram publicadas em revistas científicas nem passaram pela revisão por pares, uma etapa essencial para a verificação das informações e checagem de eventuais inconsistências.
O primeiro anúncio a ganhar atenção mundial foi do grupo liderado pela professora Magdalena Żernicka-Goetz, vinculada à Universidade de Cambridge (Reino Unido) e ao Instituto de Tecnologia da Califórnia (EUA), durante a reunião anual da Sociedade Internacional para a Pesquisa em Células-Tronco, realizada na semana passada em Boston, nos Estados Unidos.
As estruturas do modelo foram criadas a partir de células-tronco embrionárias, que atingiram o princípio da chamada fase de gastrulação, quando começa a diferenciação das células para a formação das diferentes linhagens que formam o corpo humano.
Neste ponto de desenvolvimento, o embrião ainda não tem órgãos ou batimentos cardíacos, mas, de acordo com a pesquisadora, o modelo já tinha a presença de células precursoras de óvulo e espermatozoide.
Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Żernicka-Goetz disse que o feito é inédito. "É lindo e criado inteiramente a partir de células-tronco embrionárias."
No dia seguinte à palestra, a pesquisadora divulgou uma versão de pré-publicação do trabalho em uma plataforma especializada.
Na mesma data, o principal "rival" acadêmico do grupo na corrida pelo desenvolvimento embrionário, um time liderado por Jacob Hanna, do Instituto de Ciência Weizmann, de Israel, também apresentou um artigo de pré-publicação afirmando ter atingido resultados semelhantes. O trabalho dos israelenses utilizou métodos similares aos descritos pelo time liderado por Żernicka-Goetz.
Em artigos anteriores, ambos os grupos já haviam utilizado técnicas semelhantes para estimular células-troncos de camundongos para a formação de estruturas similares a embriões, inclusive com batimentos cardíacos.
Ainda durante a reunião anual da Sociedade Internacional para a Pesquisa em Células-Tronco, um terceiro grupo, comandado por Jitesh Neupane, do Instituto Gurdon da Universidade de Cambridge, afirmou que conseguiu ir além dos demais pesquisadores, criando um modelo de embrião humano replicando parte do estágio da terceira ou quarta semana de gestação.
O material foi cultivado a partir de células-tronco embrionárias e, posteriormente, transferido para um recipiente rotativo que serviu como uma espécie de útero artificial.
As estruturas foram deliberadamente alteradas para não terem os tecidos que compõem o saco vitelino e a placenta dos embriões naturais, o que de início já inviabiliza seu desenvolvimento até um feto. Ainda assim, a descrição apresentada por Neupane indica que o grupo conseguiu chegar ao ponto de identificar batimentos cardíacos e traços de sangue vermelho.
"Gostaria de enfatizar que não são embriões nem estamos tentando fazer embriões, na verdade", disse Jitesh Neupane, citado pelo Guardian. "São apenas modelos que podem ser usados para analisar aspectos específicos do desenvolvimento humano."
Como a pesquisa com embriões humanos acima de 14 dias de desenvolvimento é vetada na maioria dos países —inclusive no Brasil—, os trabalhos têm gerado críticas sobre o cumprimento das regulações.
"Para mim, a grande novidade desses estudos é que eles conseguiram cultivar as células em laboratório por muito mais tempo sem útero", avalia a diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco da USP, Mayana Zatz.
A geneticista destacou também o que considera alguns pontos fracos das pesquisas, enfatizando as limitações para qualquer avaliação, uma vez que os trabalhos ainda não foram publicados em revistas científicas.
A especialista critica a própria decisão de afirmar que se trata de modelos de embriões sintéticos. "É problemático falar que são sintéticos, porque são cultivados a partir de células-tronco embrionárias", enfatizou Zatz. Especialistas de vários países têm feito ressalvas similares.
"Você tem uma primeira célula que se forma através da união do óvulo com o espermatozoide. Essa célula começa a se dividir e, até um estágio de 8 a 16 células, elas são chamadas de células-tronco embrionárias. Pelo que eu entendi, eles pegaram uma dessas células embrionárias e cultivaram em laboratório. Logo isso começou de algo que já foi fecundado, bem no início da embriogênese", afirmou.
Giuliana Miranda





