quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Terapia genética pode ser a cura para Hemofilia A, aponta estudo

Trecho: Esta é a primeira vez que a terapia genética é bem sucedida para tratar a condição, que se resume em um transtorno genético hereditário, que atinge principalmente os homens, fazendo com que as pessoas tenham níveis baixos de fator VIII de coagulação, necessários para que o sangue coagule.
A falta do fator proteico resulta em hemorragia excessiva, até mesmo quando as lesões são menores e pode causar sangramento interno, o que coloca a vida do indivíduo em risco.
Até o momento, não foi descoberta a cura permanente para a condição, e os pacientes com esse diagnóstico precisam tomar múltiplas injeções semanais de fator VIII de coagulação para prevenir e controlar o sangramento.
"Estou muito otimista de que possamos oferecer benefícios de tratamento de longo prazo", afirmou John Pasi, diretor do Centro de Hemofilia no Barts Health NHS Trust e principal autor do estudo publicado no último final de semana no New England Journal of Medicine.
Mais de 400 mil pessoas ao redor do mundo sofrem de hemofilia A, que é seis vezes mais comum que a hemofilia B. Os pacientes do tipo A não possuem proteína de coagulação do fator VIII, enquanto aqueles com tipo IX apresentam o fator IX. No Reino Unido, onde o estudo foi realizado, cerca de 2 mil pessoas sofrem de hemofilia A.
Pesquisa: Durante o teste, 13 pacientes receberam injeções de alta dose contendo cópias do gene que codifica a proteína de coagulação ausente. Os pacientes foram acompanhados durante 19 meses para monitorar os resultados. Todos os participantes da pesquisa ficaram sem receber tratamento por um ano. Enquanto 11 deles apresentaram níveis quase normais de proteína de coagulação, os outros dois restantes tinham níveis estáveis, afirmou Pasi.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Concentração de CO2 na atmosfera bate recorde e é a maior em 3 milhões de anos

Trecho: A concentração de dióxido de carbono (CO2) está aumentando e bateu recorde no ano passado, atingindo o maior número já visto em mais de três milhões de anos, alertou a Organização das Nações Unidas nesta segunda-feira (30/10/17).
O novo estudo traz um alerta de cientistas e apela para que todas as nações do mundo se unam para reduzir drasticamente as emissões de CO2 , ainda levantando a possibilidade de regras ainda mais rígidas nas próximas negociações climáticas em Bonn.
“A média de concentração de dióxido de carbono global, no ano passado, atingiu 403,3 partes por milhão (ppm), muito acima das 400 ppm em 2015, devido à combinação de atividades humanas e ao forte do El Niño”, segundo o Boletim de Gases de Efeito Estufa, o ano anual da agência meteorológica da ONU.
A aceleração dos números ocorre apesar de uma freada – e talvez até um estancamento das emissões. Contudo, o El Niño intensificou as secas e enfraqueceu a capacidade da vegetação de absorver o dióxido de carbono; o que é bastante preocupante, afinal, à medida que o planeta aquece, espera-se que o evento se torne cada vez mais frequente.
Ainda pelo relatório, o aumento de 3,3 ppm é consideravelmente mais alto do que o salto de 2,3 ppm nos 12 meses anteriores, e com a média de crescimento anual de 2,08 ppm. Além disso, o último grande El Niño , em 1998, registrou aumento de 2,7 ppm (número menor do que o de 2016).
O estudo monitora navios, aviões e estações terrestres para acompanhar as tendências de emissão desde 1750, revelando que o dióxido de carbono está, agora, aumentando 100 vezes mais rápido do que no fim da última era do Gelo – graças ao aumento populacional, às atividades agropecuárias, ao desmatamento florestal e à industrialização.
A última vez que a Terra experimentou evento similar ao visto agora, em relação ao dióxido de carbono na atmosfera, foi durante o Plioceno (última época do antigo período Terciário da era Cenozoica. Está compreendido entre há cerca de cinco e dois milhões de anos), quando o nível do mar estava 20 metros mais alto do que agora.
Os autores do estudo divulgado hoje pedem aos governantes para que intensifiquem as contramedidas que reduzam o risco de aquecimento global. “Sem cortes rápidos no CO2 e outras emissões de gases do efeito estufa , teremos aumentos de temperatura perigosos no final deste século, bem acima do objetivo estabelecido pelo acordo de mudança climática de Paris”, elucidou o chefe da Organização Meteorológica Mundial, Petteri Taalas, em comunicado.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Cientistas observam colisão de estrelas de nêutron e a formação de buraco negro

Trecho: Pela primeira vez na história, os cientistas conseguiram observar a colisão de duas estrelas de nêutrons, por meio de ondas gravitacionais e luminosas. O evento cósmico produziu ondas no tempo-espaço e um brilho tão intenso do que mais de um bilhão de sóis, segundo revelou a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa). A eventualidade é tão especial que foram publicados mais de 30 artigos científicos nesta segunda-feira (16/10/17).
Na sequência extraordinária, é possível ver as duas estrelas de nêutrons – que são ultradensas – fazendo um movimento espiralado para dentro, uma em direção a outra, antes de finalmente se colidirem de maneira violenta. Segundo os cientistas da Nasa, essas estrelas têm massa de 10% a 60% maiores do que a do Sol, apesar de apenas ter uma área do tamanho da cidade de Washington D.C, ou do Plano Piloto, em Brasília – ou seja, são extremamente densas. Por causa dessa densidade, as maciças estrelas puxaram uma a outra com intensidade, girando centenas de vezes por segundo, produzindo ondas gravitacionais na mesma frequência.   
Desse modo, quanto mais se aproximavam, orbitavam ainda mais rápido, o que acabou gerando o evento “mais violento e cataclísmico” da natureza – que, por sua vez, produziu uma onda de raios gama . Devido à colisão foi observada a chamada “quilonova”, algo que nunca registrado anteriormente, mas que foi capturada pelo Observatório a Laser de Ondas Gravitacionais (Ligo), com base nos Estados Unidos.  
Um marco histórico desse evento cósmico foi o testemunho dos cientistas realizado por meio de telescópios ópticos tradicionais, com detectores gêmeos localizados na Louisiana e em Washington, que recuperaram os tremores no espaço-tempo ocorridos após a fusão a 1,3 milhão de anos-luz de distância – ou seja, observamos algo que aconteceu há mais de 130 milhões de anos. 
O diretor-executivo do centro de pesquisa Ligo, Dave Reitze, afirmou: "o maravilhoso nessa descoberta é que foi a primeira vez que tivemos uma imagem completa de um dos mais violentos e cataclismáticos eventos do universo”. 

Trabalho em conjunto: O encontro entre as estrelas foi primeiramente observado no dia 17 de agosto, quando os centros de pesquisa Ligo (americano) e Virgo (europeu) detectaram as ondas gravitacionais inéditas durante 100 segundos. "Fomos capazes de 'ouvir o Universo'", explica Gregg Hallinan, do Instituto de Tecnologia da Califórnia.
Com o zumbido dos poucos segundo capturado, perceberam que as duas estrelas, ambas mais pesadas do que o Sol, aproximavam-se de sua morte. Inicialmente, as duas pareceram separadas por 320 quilômetros, circulando 30 vezes por segundo. Porém, enquanto giravam para dentro, aceleraram até uma velocidade de duas mil órbitas por segundo, o que fez com que o sinal fosse fosse capturado como um assobio de deslizamento.
Dois segundos após a detecção das ondas, um "flash" de luz na forma de raios gama foi detectado pelo telescópio Fermi da Nasa. Seguiram-se, então, outros "mensageiros" do espaço: raios X, ondas ultravioleta, infravermelho e ondas eletromagnéticas. Depois do alerta enviado aos astrônomos, 70 telescópios espaciais e terrestres giraram para observar o brilho vermelho, tornando-se o primeiro evento cósmico a ser "visto" tanto nas ondas gravitacionais quanto luminosas.  
Einstein foi o primeiro cientista a prever a existência de ondas gravitacionais , há mais de um século. Contudo, a primeira prova experimental de que o Espaço pode ser esticado ou espremido levou até 2015, quando os cientistas da Ligo detectaram uma colisão de buracos negros. Mas, essa fusão sombria, e as outras três detectadas desde então, eram invisíveis para os telescópios convencionais. À medida que as estrelas colidiam, elas emitiam um intenso feixe de raios-gama, deixando o céu cheio de elementos pesados, respondendo ao debate de décadas sobre a origem do ouro e da platina, por exemplo.




As estrelas de nêutrons são as menores e as mais densas de todas as que conhecemos (e sabemos que existem): têm cerca de 20 quilômetros de largura, com uma massa de cerca de um bilhão de toneladas. O núcleo é uma sopa de nêutrons puros, enquanto a crosta é lisa, sólida e 10 bilhões de vezes mais forte que o aço.

*Com informações do The Guardian e da Nasa

domingo, 3 de setembro de 2017

COREIA DO NORTE FAZ TESTE DE BOMBA DE HIDROGÊNIO


Trecho: Após o teste com bomba de hidrogênio realizada pela Coreia do Norte na madrugada deste domingo (3 de setembro de 2017), a comunidade internacional criticou o novo ato ameaçador do ditador Kim Jong-Un. O poder do artefato chegou a causar um tremor de magnitude 6,3 aos arredores do local em que o teste foi realizado.
Estados Unidos, China, Rússia, Japão, Coreia do Sul, França, Otan e União Europeia condenaram o teste que fere resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU), além de exigir o fim dos programas nuclear e balístico da Coreia do Norte. Por meio do Twitter, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as decisões da Coreia são hostis e ameaçam a segurança dos EUA.
Agências internacionais afirmam que o presidente dos EUA e a equipe de segurança nacional devem se reunir ainda neste domingo para avaliar os efeitos do novo teste e pensar em estratégias de defesa. Ainda existe a possibilidade de o país impor uma série de sanções ao líder norte coreano, conforme afirmação do secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin. Segundo ele, estão sendo preparado um pacote de restrições que será entregue a Trump em breve.
Ameaça mundial: O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, afirmou que o novo teste é uma ameaça mundial e que “compromete seriamente a paz e a segurança” de seu país. O mesmo discurso de repúdio foi feita pela China, que sedia encontro de empresários com líderes do Brics deste a semana passada.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia pediu calma aos envolvidos na questão nuclear e reafirmou a necessidade de diálogo entre as partes. Já o presidente da França Emmanuel Macron, solicitou ao Conselho de Segurança da ONU reação rápida e decisiva em relação as ameaças constantes de Kim Jong-Un. “A comunidade internacional deve tratar esta nova provocação com a maior firmeza, para que a Coreia do Norte volte incondicionalmente ao caminho do diálogo e proceda ao desmantelamento completo, verificável e irreversível de seu programa nuclear e balístico". 
Em Xiamen, na China, onde acompanha o presidente Michel Temer para a 9ª Cúpula do Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o chanceler brasileiro, Aloysio Nunes, disse que o teste realizado pela Coreia do Norte aumenta a urgência para que se contenha uma escalada armamentista no mundo. “É apavorante. O mundo está ficando cada vez mais perigoso. É preciso deter essa escalada. O Brasil condena e apoia as resoluções da ONU aplicando sanções à Coreia do Norte em razão dos seus testes nucleares”, afirmou.

Outras informações 


A TV estatal da Coreia do Norte, a KCNA, anunciou que o teste realizado neste domingo (3), por volta das 12h30, no horário local, foi um sucesso. O lançamento provocou um tremor, que foi detectado por duas agências meteorológicas: uma japonesa e outra norte-americana.
O novo teste já é o sexto realizado desde 9 de setembro de 2016. O teste deste domingo provocou um tremor em território coreano de magnitude 6,1 pela Agência Meteorológica do Japão e de 6,3 pela Agência Norte-Americana Geological Surveyor.
Segundo o jornal japonês Asahi, o Serviço Nacional de Inteligência da Coreia explicou, em 28 de agosto, em relatório da Assembleia Nacional do país que esse teste foi feito em duas etapas. Autoridades coreanas teriam avisado que o experimento seria possível a qualquer momento como instalar um bomba de hidrogênio em um míssil intercontinental.
Uma foto que circula da internet em Kim Jong-un inspeciona um equipamento, é identificada como bomba de hidrogênio.
A Coreia do Norte tem capacidade de realizar testes nucleares tanto de plutônio quanto de urânio enriquecido. Para o Japão, os Estados Unidos e Coreia do Sul, o país pode ter mais de uma dúzia de bombas nucleares.
O ministro das Relações Exteriores, Taro Kono, já tinha declarado que a Coreia do Norte havia realizado uma tarde de teste nuclear na quinta-feira (31). O primeiro-ministro Shinzo Abe disse aos repórteres neste domingo que a Agência Meteorológica havia detectado o abalo sísmico e que não seria um terremoto natural.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Pela primeira vez terapia gênica é aprovada nos EUA; leucemia é o alvo


Outro link: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2017/08/1914331-pela-primeira-vez-terapia-genica-e-aprovada-nos-eua-leucemia-e-o-alvo.shtml

Trecho: Um grupo de especialistas recomendou nesta quarta-feira à agência americana de medicamentos (FDA) a aprovação do primeiro tratamento que modifica geneticamente o sistema imunológico de um paciente para combater a leucemia.
A recomendação, que a FDA deve ratificar, abre caminho para a comercialização da primeira terapia genética.
Chamado "CTL019", o tratamento foi desenvolvido por um pesquisador da Universidade da Pensilvânia e patenteado pelo laboratório suíço Novartis para tratar a leucemia linfoblástica aguda.
A técnica funciona retendo e congelando as células imunes do paciente antes de elas serem modificadas geneticamente em um laboratório, para reconhecer e atacar o câncer.
Cerca de 90% dos pacientes tratados viram sua leucemia desaparecer nos primeiros testes clínicos.
O grupo de especialistas independentes recomendou a aprovação deste tratamento para crianças e jovens adultos que tenham resistido a outras terapias contra a leucemia ou que tenham tido recaídas.
A jovem Emily Whitehead, hoje com 12 anos, foi a primeira a receber essa terapia genética em 2012, em um hospital da Pensilvânia, quando tinha seis anos.
Os efeitos secundários foram severos - febre, queda da pressão arterial e congestão dos pulmões - mas a menina venceu a doença e hoje em dia não dá sinais do câncer. Ela compareceu à apresentação da FDA junto com seus pais.
Considerando esse êxito, em 2014 a FDA deu a esta terapia genética o status de "avanço terapêutico" e tem viabilizado sua chegada rápida ao mercado.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

DNA é usado para armazenar filme

Link para texto completo: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2017/07/1900933-dna-e-usado-para-armazenar-filme.shtml

Trecho: Foi um dos primeiros filmes já feitos. Um cavaleiro galopando filmado em 1878 pelo fotógrafo britânico Eadweard Muybridge, que tentava descobrir se os cavalos, ao galopar, em algum momento não tocavam o chão, ficavam sem nenhum dos cascos em contato com o solo.
Mais de um século depois, esse pequeno filme novamente faz parte da vanguarda.
Ele é o primeiro filme da história a ser armazenado no DNA de uma célula viva, do qual poderá ser recuperado quando se quiser, além de se multiplicar indefinidamente conforme o hospedeiro se divide e cresce.
A novidade, desenvolvida por pesquisadores da Universidade Harvard, nos EUA, e publicada nesta quarta-feira (12/06/17) na revista "Nature", é o exemplo mais recente – e possivelmente um dos mais espantosos – do vasto potencial genômico para armazenagem de dados.
Até o momento, cientistas já guardaram em DNA todos os sonetos de Shakespeare. George Church, geneticista de Harvard e um dos autores do novo estudo, recentemente armazenou seu próprio livro "Regenesis" no DNA de uma bactéria e fez 90 bilhões de cópias dele.
"Um recorde de publicação", afirmou o geneticista em uma entrevista.
Com a nova pesquisa, os cientistas começam a imaginar a possibilidade de um futuro ainda mais estranho: programar uma bactéria para gravar o que células humanas estão fazendo –quase fazer um "filme" da vida celular.
Church e Seth Shipman, um geneticista, e seus colegas começaram o trabalho armazenando as diferentes tonalidades de cinza dos pixels (e códigos de barras que indicavam suas posições na imagem) em 33 letras de DNA. Cada frame do filme continha 104 desses fragmentos de DNA.
Ao fim, os geneticistas tinham uma sequência inteira de DNA que representava o filme completo.
O passo final foi usar Crispr, uma poderosa técnica de edição gênica, para inserir a sequência de DNA em uma bactéria comum, a E.coli.
Mesmo com a modificação, a bactéria se multiplicou normalmente. Segundo os pesquisadores, o filme permaneceu intacto nas gerações seguintes da bactéria.
Há meio século, décadas antes de qualquer um conseguir sequenciar o genoma, o renomado físico Richard Feynman propôs que o DNA poderia ser usado para armazenar dados.
"Biologia não é simplesmente escrever a informação; é fazer alguma coisa em relação a ela", disse Feynman em um palestra em 1959. "Imagine a possibilidade de criar algo minúsculo que faça o que quisermos."

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Superbactérias avançam no Brasil e levam autoridades de saúde a correr contra o tempo

É... o sensacionalismo está tomando conta das manchetes até na ciência!!!


Link para texto completo: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/superbacterias-avancam-no-brasil-e-levam-autoridades-de-saude-a-correr-contra-o-tempo.ghtml


Trecho e comentários (em vermelho): Bactérias que não respondem a antibióticos vêm aumentando a taxas alarmantes no Brasil e já são responsáveis por ao menos 23 mil mortes anuais no país, afirmam especialistas. 
Capazes de criar escudos contra os medicamentos mais potentes, esses organismos infectam pacientes geralmente debilitados em camas de hospitais e se espalham rapidamente pela falta de antibióticos capazes de contê-los. Por isso, as chamadas superbactérias são consideradas a próxima grande ameaça global em saúde pública pela OMS (Organização Mundial da Saúde). 
"Estamos numa situação de alerta", diz Ana Paula Assef, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz, da Fundação Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que faz a estimativa sobre mortes anuais no país com base nos dados oficiais dos Estados Unidos. No Brasil, ainda não há um compilado nacional sobre o número de vítimas por bactérias resistentes. 
"Sabemos que, assim como vários países em desenvolvimento, o Brasil tem alguns dos maiores índices de resistência em determinados organismos. Há bactérias aqui que não respondem mais a nenhum antibiótico", aponta Assef. 

Perigosas - Um exemplo é a Acinetobacter spp. A bactéria pode causar infecções de urina, da corrente sanguínea e pneumonia e foi incluída na lista da OMS como uma das 12 bactérias de maior risco à saúde humana pelo seu alto poder de resistência. 
De acordo com a Anvisa, 77,4% das infecções da corrente sanguínea registradas em hospitais por essa bactéria em 2015 foram causadas por uma versão resistente a antibióticos poderosos, como os carbapenems. 
Essa família de antibióticos é uma das últimas opções que restam aos médicos no caso de infecções graves. 
"Quando as bactérias se tornam resistentes a eles, praticamente não restam alternativas de tratamento", explica Assef. 
Outro exemplo é a Klebsiella pneumoniae. Naturalmente encontrada na flora intestinal humana, é considerada endêmica no Brasil e foi a principal causa de infecções sanguíneas em pacientes internados em unidades de terapia intensiva em 2015, segundo dados da Anvisa. 
O mais preocupante é que ela tem se tornado mais forte com o passar do tempo. Nos últimos cinco anos, a sua taxa de resistência aos antibióticos carbapenêmicos (aqueles usados em pacientes já infectados por bactérias resistentes) praticamente quadruplicou no Estado de São Paulo - foi de 14% para 53%, segundo dados do Centro de Vigilância Epidemiológica paulista. 
"Os dados do Estado de São Paulo são um retrato do Brasil. É um problema crescente e muito grave, principalmente pela rápida disseminação dessas bactérias resistentes", diz Jorge Luiz Mello Sampaio, professor de microbiologia clínica da USP e consultor da Câmara Técnica de Resistência Microbiana em Serviços de Saúde da Anvisa. 

Resistência - A capacidade de bactérias de passar por mutações para vencer medicamentos desenvolvidos para matá-las é chamada de resistência antimicrobiana (sic) - ou resistência a antibióticos (as mutações não ocorrem "para vencer medicamentos". As mutações ocorrem de forma aleatória e inclusive podem até matar ou fragilizar a bactéria. Algumas mutações podem ser vantajosas e são selecionadas. Isso se chama EVOLUÇÃO.) (oooops... e o correto é resistência microbiana, né?)
Essa extraordinária habilidade é algo natural: os remédios, ao atacar essas bactérias, exercem uma "pressão seletiva" sobre elas, que lutam para sobreviver. Aquelas que não são extintas nessa batalha são chamadas de resistentes. Elas, então, se multiplicam aos milhares, passando o gene da resistência a sua prole. (Novamente o autor do texto conclui que a "luta pela sobrevivência" causa a mutação. Não é assim, ela seleciona mutações já existentes. E a palavra extinção não deve ser usada para indivíduos, mas para espécies!)
Esse processo natural pode ser acelerado por alguns fatores, como o uso excessivo de antibióticos. Um agravante é o emprego desses medicamentos também na agricultura, na pecuária e em outras atividades de produção de proteína animal. 
Muitos fazendeiros injetam regularmente medicamentos em animais saudáveis como um aditivo de performance. Isso acelera a seleção de bactérias no ambiente e em animais, que podem vir a contaminar humanos. (Calma com conclusões muito genéricas... nem toda bactéria animal tem ação nos humanos.)
De acordo com especialistas, o número crescente de infecções - que poderiam ser barradas por mais higiene e saneamento básico - também é um problema, porque demanda maior uso de antibióticos, o que, por sua vez, seleciona mais bactérias resistentes, perpetuando um círculo vicioso. 
Um estudo encomendado pelo governo britânico no ano passado estima que tais organismos irão causar mais de 10 milhões de mortes por ano após 2050. Atualmente, 700 mil pessoas morrem todos os anos vítimas de bactérias resistentes no mundo. 
Os efeitos na economia também podem ser devastadores. Países como o Brasil estariam sob o risco de perder até 4,4% de seu PIB em 2050, segundo estimativas do Banco Mundial. 

Pecuária -  Características específicas, como hospitais superlotados e alta atividade agropecuária com uso de antibióticos, fazem do Brasil um grande facilitador a bactérias resistentes. 
O país é hoje o terceiro no mundo a mais utilizar antibióticos na produção de proteína animal, atrás apenas da China e dos Estados Unidos - e deve continuar nessa posição até pelo menos 2030, aponta um estudo coordenado por Thomas P. Van Boeckel, da Universidade de Princeton (EUA). 
Consultado, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento diz que atua para diminuir o uso desses produtos em animais. A pasta afirma que já é proibido utilizar antibióticos como as penicilinas e as cefalosporinas para melhorar o desempenho dos animais. 
No ano passado, a colistina, um antibiótico considerado a última opção de tratamento a bactérias resistentes também teve seu uso proibido em animais saudáveis. 
"O Brasil está comprometido com o tema", diz Suzana Bresslau, auditora fiscal federal agropecuária da Coordenação de Programas Especiais do ministério. "O país reconhece que se trata de uma ameaça global à saúde pública e apoia os esforços para minimizar os riscos associados à resistência antimicrobiana." 
Na área hospitalar, a Anvisa monitora as infecções da corrente sanguínea em UTIs, associadas ao uso de instrumentos para aplicação de remédios, como o cateter. Somente em 2015, foram mais de 25 mil infecções desse tipo - a maioria causada por bactérias com altos índices de resistência. 
"Estamos com problemas graves de Estados falidos, com recursos menores para a saúde, hospitais com poucos funcionários, aquém do necessário para cuidar dos pacientes. Às vezes, nessa situação, protocolos básicos, como desinfecção das mãos, acabam passando", diz Sampaio. 
"Quanto maior a sobrecarga de trabalho, maior é a taxa de infecção hospitalar. Nesse cenário, há maior risco de selecionar bactérias multirresistentes." 

Combate - Desde dezembro (de 2016), o Ministério da Saúde vem elaborando, com diferentes pastas e a Anvisa, um plano nacional de combate a bactérias resistentes, a pedido da OMS. O material deveria ter sido apresentado em maio na 70ª assembléia da organização, em Genebra, na Suíça. 
Questionado sobre o documento ter sido discutido no encontro e quais seriam seus objetivos, o Ministério da Saúde não respondeu. De acordo com informações enviadas à OMS, o plano estratégico está pronto, mas ainda é necessário definir como será a implementação e o monitoramento das ações. 
A proposta brasileira está prevista para ser colocada em ação a partir de 2018, com expectativa de conclusão até 2022. Comparado com outras economias em desenvolvimento, o país está atrasado: a África do Sul começou a colocar seu plano em prática ainda em 2014, enquanto a China implementa o seu desde 2016. Já a Índia começou nesse ano. 
O país é também um dos únicos Brics (sigla para Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) que ainda não disponibilizou o documento publicamente no site da OMS, juntamente com a Rússia. 
Consultada, a OMS disse que os países não são obrigados a compartilharem seus planos, mas que ela encoraja a prática "como uma forma de transparência e de boas práticas". 
Mas enquanto o governo trabalha numa estratégia, bactérias aprimoram sua capacidade de sobreviver aos remédios mais poderosos. 
Em outubro, a Anvisa encontrou no Brasil uma cepa da E. coli que tinha a capacidade de trocar material genético com outras espécies de bactérias e transferir o gene da resistência a outros organismos - não apenas à sua prole. 
Esse mecanismo a torna resistente a uma família de antibióticos chamada polimixinas, que se tornaram a última escolha de médicos frente a bactérias resistentes. 
O novo mecanismo de resistência exemplifica o quanto o assunto é urgente, diz Sampaio, da USP, para quem "a cada dia há uma surpresa" no universo desses organismos. 
"Elas se multiplicam a cada 20 minutos. É uma competição difícil. Nós levamos anos para colocar um antibiótico no mercado, elas podem levar 20 minutos para mutarem e vencerem o remédio." (Olha o exagero de novo em relação à mutação... claro que podem demorar 20 minutos - na verdade são instantâneas- ... ou podem demorar 200 anos... ou podem não acontecer.)


GRÁFICOS:





quarta-feira, 12 de julho de 2017

Três das DSTs mais comuns estão ficando intratáveis, diz OMS

Link para texto completo: http://exame.abril.com.br/ciencia/tres-das-dsts-mais-comuns-estao-ficando-intrataveis-diz-oms/

Trecho (com adaptações): Segundo a Organização Mundial de Saúde, sífilis, clamídia e gonorreia – doenças bacterianas sexualmente transmissíveis – estão ficando resistentes aos antibióticos mais usados contra elas. E infectam cada vez mais pessoas. 
As infecções são três das DSTs mais frequentes: juntas, elas contagiam 200 milhões de pessoas por ano – todo ano, são 131 milhões infectadas pela clamídia, 78 milhões pela gonorreia e 5,6 milhões pela sífilis. 
Com tanta gente ficando doente, os antibióticos estavam sendo administrados sem cuidado nenhum – e muitas vezes, por tempo demais ou em doses desnecessariamente altas. 
Esse uso exagerado de antibióticos é justamente o que tem feito as bactérias se tornarem mais resistentes. O caso da gonorreia é o pior: a OMS afirma que já existem cepas da bacteria N. gonorrhoeae, causadora da doença, que não respondem a nenhum dos medicamentos que existem. 
O cenário para sífilis e clamídia não é tão extremo, mas seus agentes causadores já se mostram bem mais resistentes à medicamentos também, o que preocupa a organização. 
Por isso, na terça (30/06/2017), a OMS aconselhou uma mudança nos tratamentos padrão para essas doenças. Para começar, a organização recomenda o uso do antibiótico certo para cada caso, em doses mais controladas do que se tem usado até agora – cada serviço de saúde em cada país deve ficar responsável por definir o medicamento. 
Outra recomendação, mais específica, é não usar a quinolona, um tipo de antibiótico comum nos casos de infecções bacterianas como a sífilis, a gonorreia e a clamídia. Para fechar, a OMS pediu que os governos prestem atenção no aumento da resistência dessas bactérias, ano a ano. 
Tudo isso deve aumentar os custos de tratamento, já que os antibióticos específicos são, geralmente, os mais novos – e mais caros. Fora que estudar os tipos de cepa que cada pessoa infectada tem antes de receitar um medicamento também vai dar um baita trabalho. 

Transmissão e sintomas - A sífilis é transmitida por meio do contato com feridas de pessoas infectadas – elas podem aparecer nos genitais, no ânus, na boca ou em outras partes do corpo. 
A doença também pode ser transmitida de mãe para filho turante a gestação ou no parto (por ano, a transmissão desse tipo provoca cerca de 143 mil mortes fetais e nascimento de natimortos, além de 62 mil mortes neonatais, segundo a OMS). 
Quem tem sífilis pode desenvolver essas feridas em um estágio inicial, mas elas saram logo e se tornam erupções com pus. 
Aí, esses sintomas desaparecem, até que um tempo depois (às vezes até anos), a doença volta à atividade e causa danos ao cérebro, aos olhos e ao coração. 
Já a clamídia, a mais comum das DSTs causadas por bactérias, causa um ardor forte ao urinar ou corrimentos genitais – embora a maioria das pessoas não apresente sintomas. 
A gonorreia pode provocar, além de dores nos genitais, infecções e muita dor no reto e na garganta.
As três doenças, caso não sejam diagnosticadas e tratadas a tempo, podem causar problemas graves a longo prazo – mesmo que não apresentem sintomas por um tempo. As mulheres, por exemplo, podem desenvolver gravidez ectópica (fora do útero), inflamações na região pélvica e abortos espontâneos. Nos dois sexos, a sífilis, a gonorreia e a clamídia podem causar infertilidade, além de aumentarem o risco da pessoa ser infectada pelo HIV.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Cientistas descobrem nova partícula que ajudará a entender a "cola" da matéria

Link para texto completo: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2017-07-07/nova-particula-materia.html

Trecho: Os cientistas da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern, sigla em francês) descobriram uma nova partícula da matéria, chamada “Xicc++”. A novidade foi anunciada nesta quinta-feira (6/6/17) durante uma reunião da Sociedade Europeia de Física, em Veneza, na Itália.
A partícula pertence à família dos bárions, ou seja, praticamente a composição de toda a matéria que está ao nosso redor, como os prótons e os nêutrons, sendo formada pelos menores elementos da matéria: os quarks. Uma “Xicc++” é constituída por um quark up – o mais leve dos seis tipos do elemento, e outros dois quarks pesados, justamente o que difere a nova partícula dos outros bárions já conhecidos pela comunidade científica.
"Encontrar um bárion com quark duplo pesado é de grande interesse porque vai fornecer uma ferramenta única para promover a cromodinâmica quântica [teoria dos quarks]. Essas partículas irão ajudar a melhorar o poder das previsões de nossas teorias", explicou Giovanni Passaleva, porta-voz da missão LHCb, que há mais de uma década perseguia a partícula.
A descoberta da Xicc++ é de grande importância para o desenvolvimento de pesquisas sobre a “cola” que mantém todas as substâncias unidas. Além disso, representa um novo passo para entender uma das quatro forças fundamentais da natureza: a força forte, que integra o grupo junto das forças gravitacional, eletrodinâmica e fraca.
"Observar uma partícula do tipo foi possível graças à grandíssima quantidade de dados que o LHC está produzindo. Isso permite atingir um objetivo que não é fácil, como conseguir reproduzir a matéria em todos os seus estados possíveis", disse Donatella Lucchesi, pesquisadora da Universidade de Pádua e do Instituto Nacional de Física Nuclear.

A missão do LHCb  - O Grande Colisor de Hádrons, conhecido como LHC, é o maior acelerador de partículas do mundo. Ele está localizado no Cern, na Suíça, e é responsável por inúmeros experimentos científicos, como o CMS, o Atlas, o Alice e o LHCb, quatro detectores que buscam abrir portas para os fenômenos da chamada “nova física”.
O LHCb, que descobriu a nova partícula, corresponde a um experimento fundado com o objetivo de “explorar o que aconteceu depois do Big Bang, que favoreceu a criação do Universo da forma que o habitamos hoje em dia”, como explica a página oficial do projeto no Facebook.Reprodução/LHCb
Membros do projeto LHCb no acelerador de partículas do Cern, em Genebra
São mais de 700 cientistas de 52 instituições diferentes – incluindo a Universidade Federal do Rio de Janeiro – , envolvidos no projeto, e um dos objetivos do grupo era justamente encontrar uma nova partícula de matéria, a Xicc++, que foi perseguida por mais de 10 anos pelos pesquisadores do Cern.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Cientistas ficam chocados após descobrirem nova espécie de eucarionte sem mitocôndrias

Ô titulozinho mais sensacionalista!!!

Link para matéria completa: http://www.jornalciencia.com/cientistas-ficam-chocados-apos-descobrirem-nova-especie-de-eucarionte-sem-mitocondrias/


Trechos: (Baseado em notícia de maio de 2016) Durante muito tempo, acreditava-se que todos os seres eucariontes – organismos mais complexos nos quais o DNA está dentro de “um núcleo bem definido” e que englobam quase toda a vida que podemos ver – possuíam mitocôndrias.
As mitocôndrias são conhecidas como “casas de força” da célula. Essas pequenas subunidades imersas no citoplasma, fornecem energia para todas as atividades celulares. Contudo, agora, há de se entender que elas podem não ser tão essenciais quanto a Biologia nos descreveu. Isso porque, um estudo publicado pela Current Biology (clique no link para ver a matéria original), descreveu a descoberta do primeiro eucarionte que não possui mitocôndrias.
Outros eucariotas já tinham sido candidatos anteriores a esse título – como o micróbio Giardia intestinalis, que vive no intestino. Porém, investigações suplementares descobriram que ele simplesmente continha mitocôndrias reduzidas e difíceis de observar. 
Depois de verificar um outro candidato, relacionado aos Monocercomonoides – isolado a partir de uma amostra obtida do intestino de uma chinchila – os pesquisadores, através de uma análise genética que procuravam por genes mitocondriais, não acharam vestígios de organelas.
“Em ambientes de baixo oxigênio, eucariotas possuem, muitas das vezes, uma forma reduzida de mitocôndrias. Acredita-se que algumas das funções mitocondriais são tão essenciais para as organelas celulares que são indispensáveis ​​para a sua vida”, explica Anna Karnkowska, co-autora do estudo. “Temos caracterizado ele como um micróbio eucariótico, mas na verdade ele não possui mitocôndrias”.
No entanto, eles também enfrentam outro problema. Porque as mitocôndrias fornecem energia à célula, elas também proporcionam aglomerados vitais de ferro e enxofre – que são necessários por várias proteínas. Dessa forma, ao que tudo indica, parece que o micróbio relacionado aos Monocercomonoides tem pego “emprestado” genes de bactérias para que eles possam cumprir um mecanismo semelhante ao normalmente encontrado na mitocôndria.
De qualquer forma, conforme relatou a IFLS, é bem provável que os livros didáticos precisem ser reescritos. Isso porque os pesquisadores suspeitam que, provavelmente, existam outros micróbios sem esta organela. “Este organismo surpreendente é um exemplo notável de que uma célula se recusa a aderir ao padrão celular. Nós acreditamos que possam haver muitos outros exemplos semelhantes e escondidos no mundo dos eucariontes microbianos, os protistas”, disse Karnkowska.

Comentário: Convém lembrar que um outro eucarionte sem mitocôndrias já foi relatado e até caiu na prova do ENEM de 2010. E não era um protozoário, e sim um animal... raro, mas animal. O texto seguinte é o que constava da prova: 
"Um ambiente capaz de asfixiar todos os animais conhecidos do planeta foi colonizado por pelo menos três espécies diferentes de invertebrados marinhos. Descobertos a mais de 3.000 m de profundidade no Mediterrâneo, eles são os primeiros membros do reino animal a prosperar mesmo diante da ausência total de oxigênio. Até agora, achava-se que só bactérias pudessem ter esse estilo de vida. Não admira que os bichos pertençam a um grupo pouco conhecido, o dos loriciferos, que mal chegam a 1,0 mm. Apesar do tamanho, possuem cabeça, boca, sistema digestivo e carapaça. A adaptação dos bichos à vida no sufoco é tão profunda que suas células dispensaram as chamadas mitocôndrias.
LOPES, R. J. Italianos descobrem animal que vive em água sem oxigênio. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 10 abr. 2010 (adaptado)."

Resumo da matéria na Current Biology: "The presence of mitochondria and related organelles in every studied eukaryote supports the view that mitochondria are essential cellular components. Here, we report the genome sequence of a microbial eukaryote, the oxymonad Monocercomonoides sp., which revealed that this organism lacks all hallmark mitochondrial proteins. Crucially, the mitochondrial iron-sulfur cluster assembly pathway, thought to be conserved in virtually all eukaryotic cells, has been replaced by a cytosolic sulfur mobilization system (SUF) acquired by lateral gene transfer from bacteria. In the context of eukaryotic phylogeny, our data suggest that Monocercomonoides is not primitively amitochondrial but has lost the mitochondrion secondarily. This is the first example of a eukaryote lacking any form of a mitochondrion, demonstrating that this organelle is not absolutely essential for the viability of a eukaryotic cell."

domingo, 23 de abril de 2017

Brasil deixa de aplicar duas doses da vacina contra a febre amarela


Trecho: Na corrida aos postos de saúde pra se imunizar contra a febre amarela, ainda tem gente confusa. Afinal, uma dose da vacina basta?
Desde 2013, a OMS recomenda a aplicação de uma única dose da vacina. O Brasil, por ser o maior produtor mundial da vacina contra a febre amarela, continuava a dar duas doses: a de reforço dez anos depois da primeira dose. Agora, a orientação do ministério da Saúde mudou: os brasileiros só vão precisar tomar a vacina uma vez.
Celso Ramos, professor da Universidade Federal do Rio e infectologista diz que o Brasil demorou para seguir a orientação da Organização Mundial de Saúde. “É uma decisão correta, mas tardia no momento que está sendo colocada, ela é um desserviço, porque cria a impressão de que essa decisão está sendo tomada porque não tem vacina para todo mundo”, comenta.
O ministro da Saúde disse que a opção pela dose única não tem nada a ver com o aumento da procura pela vacina. “Tecnicamente, não há relação, mas isso nos permitirá, como quem já se vacinou não voltará a se vacinar, nos permitirá atender mais rapidamente aqueles que nunca se vacinaram”, declara Ricardo Barros, Ministro da Saúde.

domingo, 9 de abril de 2017

Igrejas cristãs são atacadas no Egito: Estado Islâmico assume atentado.

Link para texto completo: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2017-04-09/ataque-no-egito.html

Trecho: O Egito vive momentos de angústia e tensão na manhã deste domingo (9/4/17). Foram registrados dois ataques com bombas em igrejas igrejas coptas (uma vertente do cristianismo), ataque que deixou dezenas de mortos e feridos e causou pânico à população local. O grupo radical Estado Islâmico reivindicou o atentado, por meio de sua agência de notícia, a Amaq.

Primeiro ataque: Segundo as agências internacionais EFE e Reuters, a cidade de Tanta, considerada a quinta maior do Egito e de Alexandria (a segundo mais populosa), foram os alvos do atentado terrorista e extremista. 
O atentado em Tanta, cidade há 120 quilômetros do Cairo, foi na Igreja coptas Mar Guergues. Neste domingo, considerado o Domingo de Ramos para os cristãos e dá inicio a semana Santa, importante data aos católicos. Por esse fato, a igreja estava lotada de fiéis. Não foram confirmados os números de mortos e feridos, porém é de 25 mortos e 78 feridos, 
O ataque acontece 20 dias antes da visita do Papa Francisco, que planeja ir ao Egito nos dias 28 e 29 deste mês, sendo essa a sua primeira viagem ao Oriente Médio.

Segundo ataque: A televisão estatal informou que o segundo ataque foi em Alexandria, no norte do país, na Igreja de São Marcos. O Ministério da Saúde egípcio fala em 11 mortes e 35 feridos neste ataque, conforme informou a agência EFE em seu Twitter. 

Em 11 de dezembro do ano passado atentado igual ao deste domingo vitimou 25 fieis e deixou outros 49 feridos na Igreja de São Pedro e São Paulo, no Cairo. 

Governo Americano envia porta-aviões e destróires para a Península Coreana

Link para matéria completa: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2017/04/1874036-governo-americano-envia-porta-avioes-e-destroieres-para-a-peninsula-coreana.shtml

Trecho: Menos de 48 horas depois de bombardear a Síria, o governo americano decidiu agir sobre outro tema espinhoso que domina sua agenda internacional: um porta-aviões e sua frota se dirigem à península coreana diante das ambições nucleares da Coreia do Norte.
"O Comando do Pacífico dos Estados Unidos ordenou ao grupo aeronaval do porta-aviões USS Carl Vinson que se mobilize como medida prudente para manter sua disposição e presença no Pacífico", explicou neste sábado (8/4/17) o porta-voz Dave Benham à AFP.
"A principal ameaça na região continua sendo a Coreia do Norte devido ao seu temerário, irresponsável e desestabilizador programa de testes de mísseis e sua busca pela arma nuclear", ressaltou.
A frota de ataque inclui o super-transportador de aviões USS Carl Vinson, dois destróieres de mísseis guiados e um cruzador de mísseis guiados. O grupo aeronaval planejava fazer uma parada na Austrália, mas finalmente se dirigiu ao Oceano Pacífico ocidental a partir de Cingapura. A Coreia do Norte realizou cinco testes nucleares, dois deles no ano passado. Uma análise de imagens de satélite sugere que pode estar preparando um sexto.
O lançamento mais recente ocorreu na última quarta-feira, quando um míssil balístico KN-15 caiu no Mar do Japão depois de sobrevoar cerca de 60 quilômetros. O Conselho de Segurança considerou que o teste foi "uma grave violação" das obrigações da Coreia do Norte com base nas resoluções da ONU (Organização das Nações Unidas). Funcionários de inteligência de Washington afirmam que Pyongyang pode desenvolver em menos de dois anos uma ogiva nuclear, que teria condições de atingir o território americano.

 O porta-aviões USS Carl Visson na Baía de Pearl Harbor. À esquerda, atracado, o encouraçado Missouri que participou das ações da Segunda Guerra Mundial. O Carl Visson tem 333 metros de comprimento, pouco mais de 60 metros maior em comprimento que o Missouri.

Autópsia confirma uso de armas químicas em ataque na Síria, afirma ministro turco.

Link para matéria completa: https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2017/04/06/autopsia-confirma-uso-de-armas-quimicas-em-ataque-na-siria-afirma-ministro-turco.htm

Trecho: Autópsias realizadas nas vítimas do ataque que matou 86 pessoas, incluindo 30 crianças, na Síria na última terça-feira (4/4/17), na cidade de Khan Sheikhoun, confirmaram o uso de armas químicas, informou nesta quinta-feira (6/4/17) o ministro da Justiça da Turquia, Bekir Bozdag. 
"Fizeram autópsias em três corpos que foram levados de Idlib para Adana (sul da Turquia) e contaram com a participação de representantes da Organização Mundial da Saúde e da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ). O resultado comprovou o uso de armas químicas", disse. 
"Este exame científico revela também que (Bashar al) Assad utilizou armas químicas", completou o ministro, sem revelar os elementos que servem de base para a acusação. 
O ministro turco já havia dito na quarta que existiam "provas" do uso de armas químicas no ataque, atribuído por ele ao governo sírio - o qual nega envolvimento. 
Mais tarde, o Ministério da Saúde da Turquia divulgou que os pacientes foram expostos a gás sarin
Segundo a Defesa Civil da Síria. que fornece serviços de resgate em áreas fora do controle das forças governamentais, o ataque expôs a substâncias químicas cerca de 300 pessoas. 
Ao serem atendidos, os feridos apresentavam sintomas de asfixia, vômitos, espasmos e alguns soltavam espuma pela boca, segundo denunciaram algumas fontes. 

Fórmula do Gás Sarin:

Sarin, ou GB, é um composto organofosforado. É um líquido sem cor e sem cheiro, usado como arma química devido à sua extrema potência sob o sistema nervoso. O gás sarin foi classificado como arma de destruição em massa na Resolução 687 das Nações Unidas. A produção e o armazenamento de sarin foram proibidas na Convenção sobre Armas Químicas, de 1993, na qual o sarin é classificado como "Substância do Anexo 1".
O sarin é especificamente um potente inibidor da enzima acetilcolinesterase, uma proteína que degrada o neurotransmissor acetilcolina depois de liberado na fenda sináptica. Nos vertebrados, a acetilcolina é o neurotransmissor presente na junção neuromuscular, em que os sinais são transmitidos entre os neurônios do sistema nervoso central às fibras musculares. Normalmente, a acetilcolina é libertada do neurônio para estimular o músculo, após degradada pela acetilcolinesterase, permitindo assim o relaxamento do músculo. A acumulação de acetilcolina na fenda sináptica, devido à inibição da colinesterase, significa que o neurotransmissor continua a atuar sobre a fibra muscular, de modo que quaisquer impulsos nervosos são transmitidos continuamente. Sendo assim, após o estímulo para inspiração, não ocorre a expiração e as pessoas morrem asfixiadas.

sábado, 1 de abril de 2017

Por falta de eficácia, pesquisa com 'pílula do câncer' é suspensa.

Link para texto completo: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2017/03/1871509-por-falta-de-eficacia-pesquisa-com-pilula-do-cancer-e-suspensa.shtml

Trecho: A história da fosfoetanolamina, a "pílula do câncer", teve inicio na década de 1990, com a distribuição de cápsulas pelo professor da USP Gilberto Chierice sem a existência de estudos que comprovassem sua eficácia. Decisões judiciais pró e contra sua oferta surgiram, e grupos pró e contra a pílula travaram disputas sobre seus benefícios. A novela pode ter entrado em seu capítulo final nesta sexta (31/03/2017), com a divulgação dos resultados de um estudo do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). 
Após oito meses, a pesquisa financiada pelo governo do Estado de São Paulo foi suspensa por falta de "benefício clínico significativo" para os pacientes. 
De 59 pacientes avaliados até então, apenas um, que tinha melanoma, teve melhora do quadro clinico. Esse paciente e aqueles que ainda estão em tratamento poderão continuar recebendo as cápsulas, mas não haverá novas inclusões. 
Para participar do estudo era necessário estar em estágio avançado da doença e com histórico de falhas em terapias anteriores. Isso era necessário para verificar se apenas a fosfoetanolamina teria algum efeito — e não ela em combinação com outras drogas, como explica Paulo Hoff, diretor geral do Icesp e líder da pesquisa. Ele afirma que o modelo do estudo (testes em grupos de 21 pacientes, com dez tipos de tumores diferentes) não foi feito especialnente para a "fosfo", mas é o que é usado para qualquer novo tratamento. 
Para que a pílula fosse considerada eficaz, esperava-se que pelo menos 20% dos pacientes tivessem melhora significativa da doença. Para Hoff, o resultado está muito aquém do desejável e não há justificativa ética para continuar a pesquisa.

Estrutura da molécula de fosfoetanolamina.

terça-feira, 28 de março de 2017

Pesquisadores descobrem que pulmão produz plaquetas e armazena células progenitoras hematopoéticas

Link para matéria completa: http://www.biomedicinapadrao.com.br/2017/03/pesquisadores-descobrem-que-pulmao.html

Trecho: Usando microscopia em vídeo em pulmões de camundongos, pesquisadores descobriram que os pulmões têm um papel, antes não reconhecido, na produção de sangue. O artigo intitulado The lung is a site of platelet biogenesis and a reservoir for haematopoietic progenitors foi publicado na Nature em 22 de março de 2017.
Aproximadamente 50% do total de plaquetas são produzidas no pulmão, gerando 10 milhões de plaquetas a cada hora.
Eles detectaram que os pulmões produzem mais da metade das plaquetas da circulação sanguínea dos camundongos. Além disso, em outra descoberta surpreendente, os cientistas identificaram um pool de células hematopoéticas capazes de restaurar a produção de sangue quando as células progenitoras da medula óssea estão depletadas.
Segundo os pesquisadores, esses achados em camundongos sugerem que o pulmão pode ter um papel importante também na produção de sangue em seres humanos.


sábado, 21 de janeiro de 2017

Para bióloga, surto de febre amarela pode ter relação com tragédia de Mariana

Link para matéria completa: http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,para-biologa-surto-de-febre-amarela-pode-ter-relacao-com-tragedia-de-mariana,10000100032

Trecho da matéria: O aumento de casos suspeitos de febre amarela em Minas pode estar relacionado à tragédia de Mariana, em 2015, segundo a bióloga da Fiocruz Márcia Chame. A hipótese tem como ponto de partida a localização das cidades mineiras que identificaram até o momento casos de pacientes com sintomas da doença. Grande parte está na região próxima do Rio Doce, afetado pelo rompimento da Barragem de Fundão, em novembro de 2015. 
“Mudanças bruscas no ambiente provocam impacto na saúde dos animais, incluindo macacos. Com o estresse de desastres, com a falta de alimentos, eles se tornam mais suscetíveis a doenças, incluindo a febre amarela”, afirmou a bióloga, que também coordena a Plataforma Institucional de Biodiversidade e Saúde Silvestre na Fiocruz. “Isso pode ser um dos motivos que contribuíram para os casos. Não o único”, completa. Márcia observa que essa região do Estado já apresentava um impacto ambiental importante, provocado pela mineração. “É um conjunto de coisas que vão se acumulando”, disse.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Instituto Vital Brazil produz, pela primeira vez no mundo, soro contra picadas de abelhas.

Link para matéria completa: http://www.osaogoncalo.com.br/geral/18125/instituto-vital-brazil-produz-pela-primeira-vez-no-mundo-soro-contra-picadas-de-abelhas


Trecho: Só quem já foi picado por abelha, sabe o quão incomoda e a dor. O veneno, que além de provocar dor intensa no local, causa vermelhidão e inchaço, geralmente não é prejudicial para a maioria das pessoas. Mas, caso a vítima seja alérgica ao veneno das abelhas, a picada pode ser fatal se o atendimento médico não for feito imediatamente. E foi pensando nisso que pesquisadores do Instituto Vital Brazil (IVB), vinculado à Secretaria Estadual de Saúde, estão desenvolvendo o soro antiapílico, inédito no mundo, que chega à fase de estudo clínico no Brasil. Com cerca de três anos desde o início do estudo, o soro deverá ser liberado para produção em escala industrial em aproximadamente dois anos.
Vítima de pelo menos 400 picadas de abelhas, uma mulher de 33 anos foi a primeira paciente a receber o soro contra o veneno de avelhas produzido pelo IVB, em parceria com o Centro de Estudos e Venenos de Animais Peçonhentos da Universidade Estadual Paulista de Botucatu (Cevap/Unesp). A paciente foi atendida no Hospital da Faculdade de Medicina de Botucatu e recebeu seis ampolas do soro. Ela não apresentou reações adversas e recebeu alta dias após a internação.
Desde o início de agosto, o medicamento está em fase de testes para a liberação para o consumo humano: além da unidade de Botucatu, o Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão (SC) também recebeu as ampolas e, assim como a unidade de SP, prestará atendimento a pacientes que tenham sido acometidos por múltiplas picadas. “Este é um passo importante para a ciência. A estimativa é que, em no máximo dois anos, já tenhamos o produto licenciado para distribuição em escala industrial, chegando a todo país”, explica o infectologista e presidente do IVB, Edimilson Migowski acrescentando que o veneno de abelhas pode levar à morte tanto humanos quanto animais.
Segundo Migowski, o soro é composto basicamente pela proteína do próprio veneno de abelha, que aplicado no cavalo produz anticorpos que dão origem ao soro antiapílico. (Ops... o trecho sublinhado a gente sabe que não é bem assim, né? O soro não é composto pelo veneno... depois explicam melhorzinho.)

terça-feira, 25 de outubro de 2016

SIMULADO DE REDAÇÃO - ENEM 2016

Obedecendo a uma das sugestões de temas para a redação do ENEM2016, colocada na postagem que fala sobre 50 possíveis temas, segue a proposta abaixo, como simulado. Treine e boa sorte!!!


sábado, 1 de outubro de 2016

50 temas de redação para o ENEM 2016

Após uma pesquisa extensiva na internet, selecionamos os 50 temas que poderiam aparecer na prova do ENEM. E aí, você estaria preparado(a) para qualquer um deles?

Agropecuária e impactos ambientais
Alimentação Saudável
Analfabetismo científico como entrave para o desenvolvimento do país
Atividades Físicas x Sedentarismo
Ativismo em Redes Sociais
Brasil é exceção no problema mundial do tabagismo
Conceito de família no século XXI
Conflito de gerações entre pais e filhos
Desafios do aprendizado e domínio da matemática
Desafios do Big Data: segurança e privacidade das informações
Desigualdade Étnica e de Gênero
Destinação adequada do lixo eletrônico
Espaços de convivência
Exercício da cidadania dos deficientes físicos no Brasil
Gestão dos recursos hídricos no Brasil
Importância do rádio no desenvolvimento do país
Intolerância ideológica em meio à construção da democracia brasileira
Intolerância Religiosa
Justiça com as próprias mãos
Liberdade de Expressão e Mídia
Limites entre humor e bullying
Maus tratos de animais
Mercado de trabalho no Brasil
Métodos terapêuticos experimentais: uma saída para doenças ou um comportamento temerário?
Mobilidade Urbana
Moda e individualidade
Novos modelos de educação
O limite da estética e da saúde
Obsolescência programada e consumismo
Pandemias e o risco para a humanidade
Papel do esporte na construção social brasileira
Parto normal x cesariana
PEC das Domésticas
Pequenas corrupções
Perpetuação do trabalho escravo no Brasil no século XXI
Políticas de prevenção a desastres ambientais no Brasil
Popularização do Teatro como resgate da cultura
Popularização dos Museus como resgate da cultura
Redução da maioridade penal
Religião e seus impactos na sociedade
Sistema prisional brasileiro
Sustentabilidade de empresas e o aquecimento global
Tráfico de animais
Trote nas universidades
Uso de animais em experimentação
Uso e abuso de medicamentos no Brasil
Vícios: das drogas à tecnologia
Violência nos Estádios
Violência urbana
Voluntariado e Transformações Sociais

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Degelo pode causar ressurgimento de vírus e bactérias

Link para texto completo: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2016/08/1802951-degelo-pode-causar-ressurgimento-de-virus-e-bacterias.shtml

Trecho: Os casos recentes de antraz no extremo norte da Rússia revelam o perigo sanitário do degelo do permafrost, a camada de solo permanentemente congelada que contém vírus nocivos. 
Os habitantes da península de Yamal, 2.500 km ao nordeste de Moscou, sofreram na pele: uma criança morreu e outras 23 pessoas contraíram antraz em julho passado. Fazia 75 anos que a infecção tinha desaparecido da região. "O mais provável é que a fonte da epidemia tenha sido o descongelamento de locais de sepultamento de animais que morreram de antraz 70 anos atrás", diz Boris Kershengoltz, chefe de pesquisa do Instituto Russo de Problemas Biológicos da Zona do Permafrost. Uma vez liberada, a bactéria mortal (um bacilo) infectou várias manadas de renas do país. A preocupação agora é que este não tenha sido um incidente anormal e isolado e que outras doenças —algumas datando da Idade do Gelo— poderiam ser desencadeadas conforme o aquecimento global derrete partes geladas do norte da Rússia. 
O antraz é uma doença, infecciosa aguda transmitida por esporos da bactéria Bacillus anthracis, que existem naturalmente no solo e podem ser ingeridos por animais e passados para os seres humanos. Se não for tratada, a doença pode ser fatal. Além do antraz, há uma série de outros perigos à espreita nas covas rasas do Ártico gelado, que podem ser liberados do gelo séculos depois, disse Viktor Maléyev, diretor adjunto do Instituto de Pesquisa Central de Epidemiologia da Rússia. 
"Há restos de varíola" no extremo norte do final do século 19, e pesquisadores descobriram "vírus gigantes" em cadáveres de mamutes, explica Maléyev. "Acredito que as mudanças climáticas vão trazer muitas surpresas", adverte Maléyev. "Não quero assustar ninguém, mas precisamos estar preparados." 

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Polêmica na Olimpíada: "Química não é uma ciência exata, diz Rio-2016 sobre piscina com água verde."

A água de uma das piscinas do Parque Aquático Maria Lenk ficou verde... a culpa, conforme o Comitê Olímpico, foi da Química!!!


Link para notícia completa: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/olimpiada-no-rio/2016/08/1802122-quimica-nao-e-uma-ciencia-exata-diz-rio-2016-sobre-piscina-com-agua-verde.shtml

Trecho com comentários irônicos em vermelho (desculpem, não resisti!): A piscina do Parque Aquático Maria Leni, que recebe provas de polo aquático, nado sincronizado e saltos ornamentais, mais uma vez amanheceu verde nesta sexta-feira (12/08). A promessa do Comitê Rio-2016 era de que ela voltasse a sua cor normal na última quinta-feira, o que não aconteceu. Não há ainda prazo para que o problema seja resolvido. Segundo os organizadores, muitos profissionais trabalham para melhorar o problema mais rápido possível. Os treinos de saltos ornamentais previstos para a manhã desta sexta foram cancelados em razão do tratamento feito na água. 
O diretor de comunicação do Rio-2016 (e membro do Comitê do Prêmio Nobel) voltou a dizer que não há nenhum risco à saúde dos atletas: "Descobrimos, entre outras coisas, que a química não é uma ciência exata" (ohh!!! Prêmio Nobel para a Rio 2016)A piscina amanheceu hoje melhor, estamos trabalhando para que tudo fique certo o mais rápido possível. O problema era mais complexo do que pensamos, mas está tudo sendo feito. A piscina vai ficar em ordem o mais rápido possível", afirmou Mário Andrada, diretor de comunicação da Rio-2016. 
"A gente desde o primeiro dia disse que houve um problema de manutenção (a culpa é da química ou da manutenção?). Admitimos essa questão. A chuva não está ajudando", completou. Alguns atletas de polo aquático da Austrália reclamaram de ardência nos olhos (tudo acontece com a Austrália também!). Médicos que atenderam os jogadores não viram ligação com a cor da água (realmente, cor não provocaria isso... mas viram relação com alguma substância presente na água ou com o pH?).
O Comités Organizador Pio-2016 afirmou que a razão para a alteração foi uma proliferação de algas causada pelo calor e pela falta de vento. 
Segundo o comitê, testes mostram que a qualidade da água não está comprometida. 
Em nota, a Fina (Federação Internacional de Natação) afirmou que produtos químicos vazaram dos tanques de água, alterando o pH e a cor da água (culpa da química que não é uma ciência exata... pelo visto, engenharia e manutenção também não são!). A Fina pode confirmar que a cor incomum (incomum seria roxo ou alaranjada com bolinhas pretas... água verde é comum... chama-se contaminação com algas) da água observado durante as competições de saltos ornamentais na Rio-2016 se deu porque alguns produtos químicos dos reservatórios de água utilizados no processo de tratamento de água vazaram para a piscina (reservatórios não são ciência exata). Como resultado, o pH da água estava fora do valor habitual, fazendo com que houvesse a descoloração... (descoloração? mudar de transparente ou azul claro para verde é descoloração?)
A entidade disse ainda que não há risco para a saúde dos atletas. A Fina conduziu testes na qualidade da água e concluiu que não há risco para a saúde ou segurança dos atletas, e não há razão para a competição ser afetada afirmou. 

Controvérsia: 

Irritação e produtos químicos: "Andrada (o químico do Nobel) chegou a dizer nos últimos dias que a irritação nos olhos de alguns atletas que se queixaram teria uma relação com a quantidade de tempo que eles mantiveram seus olhos abertos na água. Nesta sexta-feira, ele mudou de discurso e admitiu que, por conta da irritação, alguns produtos químicos usados foram dados em uma quantidade inferior e que o tratamento teve de ser modificado." Fonte: http://esporte.ig.com.br/olimpiadas/2016-08-12/piscina-verde-prazo.html

Origem do problema: Em um comunicado divulgado à imprensa, o Comitê explica que as algas se manifestaram devido ao calor e à falta de vento no local. E reafirma que a água do tanque, onde são realizadas as provas de saltos ornamentais e sincronizados, foi testada e, apesar da mudança de cor, não existe nenhum risco para a saúde dos atletas. A expectativa da organização é que a água volte a sua cor normal já para as competições desta quarta. (Ninguém assume a culpa. A culpa é sempre da química, da biologia, do calor, da falta de vento ou das estrelas? Melhor fazer uma oferenda aos deuses do Olimpo!) Fonte https://esportes.terra.com.br/lance/piscina-verde-problema-foi-causado-por-proliferacao-de-algas,68f9f9afe1ca5d2bb9531bd9ec6df14914fhmhgf.html

Ops... peraí! Mário Andrada, porta-voz do Comité Organizador dos Jogos Olímpicos, diz que a causa da mudança de cor da água foi uma "proliferação inesperada de algas na piscina".
Segundo a organização, o problema ter-se-á agravado tão repentinamente por causa dos ventos fortes na região (o problema é vento forte ou falta de vento?) onde fica o Centro Aquático Maria Lenk - que recebe as provas de salto para água, polo aquático e natação sincronizada. Fonte: http://www.tsf.pt/desporto/rio-2016/interior/o-misterio-da-piscina-verde-nos-jogos-olimpicos-esta-resolvido-5331876.html

EM TEMPO: Sulfato de Cobre II (CuSO4) é algicida, azul e costuma funcionar, viu?

domingo, 24 de julho de 2016

Gêneros textuais norteiam estudo da língua portuguesa

Link para matéria completa: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2016/07/1794818-generos-textuais-norteiam-estudo-da-lingua-portuguesa.shtml

Trecho: Uma das mais ruidosas críticas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi a de que a gramática tinha sido negligenciada no documento. Diante do alarido, houve um esforço para incorporar na segunda versão alguns tópicos familiares aos não iniciados em linguística, além de algum espaço para o estudo da norma-padrão. 
Como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), o documento é norteado pelas pesquisas feitas na área da linguística (análise do discurso, teoria da argumentação, linguística textual etc.), que propõem novas abordagens do português brasileiro. 
O reconhecimento de que há diferenças suficientes entre a matriz lusitana e a língua que se fala no Brasil levará para a sala de aula o questionainento de algumas das regras consagradas na gramática tradicional. Ressalve-se, porém, que não há consenso, mesmo entre os estudiosos, sobre diversas dessas questões. 

Terrorismo: Brasil teme ameaça de "lobos solitários" em 2016

COMENTÁRIO: A matéria abaixo é de 23 de novembro de 2015. Entretanto, observe que a preocupação que era apenas ventilada no fim do ano passado começa a ganhar corpo nos últimos dias, às vésperas da Olimpíada do Rio de Janeiro. Algumas mudanças de interpretação estão apontadas em vermelho.

Link para texto completo: https://noticias.terra.com.br/brasil/lobos-solitarios-sao-a-maior-ameaca-aos-jogos-de-2016,4439834019d9faae9eb0b7285b083da85alwj765.html

Trecho: Enquanto na Europa continua a caçada de envolvidos nos ataques terroristas de Paris, o nível de alerta subiu também do outro lado do Atlântico – no Brasil. A poucos meses dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, o Comitê Olímpico Internacional (COI), o comitê organizador e o governo federal discutem nesta semana possíveis mudanças no plano de segurança do maior evento esportivo do planeta. Previsto para custar cerca de 930 milhões de reais, o gasto com os serviços de segurança deve aumentar.
Embora fontes do governo brasileiro descartem a presença de células terroristas no país (ops... já não pensam dessa maneira), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) vê em ações individuais, dos chamados lobos solitários, a principal ameaça aos Jogos. E, por isso, serviços de inteligência de 110 países devem enviar agentes à cidade para trabalhar em parceria com o serviço secreto brasileiro.
Em entrevista exclusiva à DW Brasil , o diretor de contraterrorismo da Abin, Luiz Alberto Sallaberry, garante que o país vem trabalhando discretamente com o apoio de serviços de inteligência estrangeiros para monitorar eventuais ameaças. Mas, admite: "Não existe risco zero quando o tema é segurança e, muito menos, quando o assunto é terrorismo."

DW Brasil: O que muda nos preparativos para os Jogos Olímpicos dado o cenário de crescente ameaça de terrorismo no Ocidente após os atentados em Paris?
Luiz Alberto Sallaberry: Não resta dúvida que estamos vivendo uma escalada de atentados terroristas no ano de 2015 e não apenas em países ocidentais. Houve os recentes ataques em Beirute, em Ancara e o caso do avião russo derrubado no Egito, sem nos esquecermos dos países africanos profundamente afetados por grupos extremistas, como Quênia, Tunísia, Líbia... (E voltam a ocorrer atentados nos EUA, França e até Alemanha). O terrorismo é, hoje, a principal ameaça internacional, contra a qual nenhum país está imune. No caso do Brasil, a partir do momento em que passamos a sediar grandes eventos internacionais, esportivos, cúpulas de chefes de Estado e de organismos internacionais, e passamos a receber cidadãos dos mais diferentes países, nos tornamos palco de possíveis atentados contra interesses estrangeiros em nosso território. As Olimpíadas são o maior evento do planeta; receberemos atletas e representantes de mais de 200 países. Não existe risco zero quando o tema é segurança e, muito menos, quando o assunto é terrorismo, mas a Abin adquiriu muita experiência nos últimos anos, e seu departamento de contraterrorismo vem trabalhando noite e dia em prol da segurança dos Jogos Olímpicos. E isso desde os Jogos Panamericanos de 2007, quando montamos o primeiro Centro Integrado de Inteligência do país. Claro que, hoje, esse trabalho é conjunto com as unidades antiterror do Ministério da Justiça e da Defesa. A diferença, porém, é que a inteligência é o “negócio”, por excelência, da Abin, e a essência da inteligência é a prevenção. Trabalhamos para que um ataque não ocorra, porque, uma vez ocorrido, o trabalho passa a ser majoritariamente policial, de segurança e de Defesa.

DW Brasil: Qual o nível de cooperação do Brasil com agências de contraterrorismo e inteligência de outros países? Vai haver reforço ou mudanças?
A Abin mantém cooperação com mais de 80 serviços de inteligência do mundo inteiro e, particularmente quando o tema é contraterrorismo, todos os países têm grande interesse em cooperar, justamente porque essa é uma ameaça genuinamente global. Para os Jogos Rio 2016, já temos confirmados mais de 110 países que querem integrar o Centro de Inteligência de Serviços Estrangeiros (Cise), cuja sede também ficará no Rio de Janeiro, funcionando juntamente com o Centro de Inteligência dos Jogos (CIJ), na Superintendência da Agência na cidade.

DW Brasil: A imprensa brasileira chegou a especular que, no ano passado, fora decidido que 315 agentes da Abin viriam ao Rio para os Jogos. E esse número estaria sendo reavaliado agora. Quantas pessoas afinal estarão envolvidas no trabalho?
Com relação aos meios que estamos empregando na área de inteligência da Abin, ou especificamente na área de contraterrorismo, são também informações de inteligência. Ou seja, sigilosas, principalmente, em termos de efetivos empregados.

DW Brasil: A questão dos chamados lobos solitários é uma grande preocupação no resto do mundo. O Brasil trabalha com essa hipótese? O que temos feito para monitorá-la?
Os lobos solitários continuam sendo a principal ameaça do terrorismo aos Jogos Olímpicos. Não existe área prioritária, a ameaça é difusa em qualquer parte do território brasileiro e fora dele. Estamos usando todos os meios disponíveis dentro do estamento jurídico nacional, utilizando nossos colaboradores, trabalhando com metodologias próprias em fontes abertas, além de contar com apoio de serviços estrangeiros e também com a cooperação com a polícia judiciária e o ministério da Defesa. Embora saibamos que não há 100% de garantia na área de segurança, o trabalho está sendo bem feito e esperamos ter sucesso. Finalmente, mesmo com as incertezas ainda envolvendo os ataques na França, se foram planejados pelo Estado Islâmico ou algum grupo interno se auto-organizou, isso não muda em nada o fato de que a maior ameaça ao Brasil continuam sendo os lobos solitários.

DW Brasil: Que experiências da Copa e de outros grandes eventos vão ser aproveitadas nos Jogos Olímpicos?
Tudo o que foi feito na Copa do Mundo vai ser feito durante os Jogos Olímpicos, mas estamos agregando novas metodologias e processos de trabalho a partir deste ano e continuaremos aprimorando o trabalho em 2016, principalmente, graças ao contato com outros serviços de Inteligência estrangeiros. A principal experiência bem-sucedida que será replicada é a montagem de Centros de inteligência no Rio de Janeiro e nas cidades sede do futebol, coordenados pela Abin e compostos por órgãos integrantes e parceiros do Sistema Brasileiro de Inteligência.

sábado, 23 de julho de 2016

Duas más notícias sobre o Zika Vírus

1) Zika vírus também pode ser transmitido por pernilongo, diz Fiocruz.

Link para texto completo: http://ultimosegundo.ig.com.br/igvigilante/saude/2016-07-21/pernilongo-transmissor-zika-virus.html

Trecho: Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) descobriram que o zika vírus pode ser transmitido também pelo mosquito Culex quinquefasciatus, popularmente chamado de muriçoca ou pernilongo. Os grupos de insetos analisados foram coletados em Recife.
Na região metropolitana, a população de pernilongos é cerca de vinte vezes maior que a do mosquito Aedes aegipty, que já foi confirmado como vetor do zika vírus. A coleta foi feita com base nos endereços dos casos relatados da infecção, informados pela Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco.
No total, foram examinados aproximadamente 500 mosquitos Culex quinquefasciatus. O objetivo da pesquisada é detectar o papel de algumas espécies de insetos brasileiros na transmissão de arboviroses, como dengue, chikungunya e febre amarela. O vírus foi identificado em três dos 80 grupos de pernilongos analisados até o momento. Parte dos insetos não estava alimentada, indicando que o zika estava disseminado no organismo e não em um alimento infectado.
Mosquitos Aedes e Culex foram alimentados com uma mistura de sangue e vírus para que os cientistas pudessem acompanhar o desenvolvimento do vírus dentro do inseto. Em seguida, foram extraídos o intestino e a glândula salivar, que podem barrar a doença. Se a infecção é detectada na glândula, o inseto é classificado como vetor. A carga viral encontrada nas duas espécies estudadas foi similar. Os cientistas detectaram o problema analisando o material genético do vírus.


2) Zika vírus é encontrado em esperma de francês 3 meses após infecção.


Trecho: Um artigo publicado nessa quinta-feira (21/07/2016) na revista médica "The Lancet" confirmou que o zika vírus foi detectado no esperma de um francês 93 dias após ele ter tido os primeiros sintomas da infecção.
A nova descoberta é um recorde nos estudos sobre sobrevivência do zika vírus no corpo humano. A marca anterior era de 62 dias.
De acordo com o artigo, o homem foi contaminado após uma viagem à Tailândia no final de 2015. Na época, ele apresentou sintomas como fraqueza, dores musculares e conjuntivite, todos associados à doença. Além disso, o paciente sofria de câncer e isso o fez decidir congelar seu esperma. O sêmen armazenado foi analisado por um laboratório e testou positivo para a presença do vírus da zika.
Os médicos também testaram amostras de urina e sangue do paciente, mas não encontraram nenhum vestígio do vírus.
Apesar de não ser comum, a transmissão do zika vírus pode acontecer através de relações sexuais ou contato com sangue infectado. Por isso, órgãos como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) recomendam que homens infectados não façam sexo sem proteção por pelo menos seis meses após a infecção. De acordo com estatísticas do CDC, pelo menos 14 pessoas foram infectadas com zika vírus nos Estados Unidos até o último dia 13 através de relações sexuais.